Uma morte no mundo a cada 40 segundos. Isso equivale a mais de 800 mil por ano. Você acha pouco? Ocorre que não se trata de mortes involuntárias, mas de mortes evitáveis e planejadas. Ou, para usar um termo mais impactante, suicídio. São pessoas que, por algum motivo, decidem “dormir” e não acordar mais. E cada caso deixa para trás lágrimas e pessoas devastadas. Para tornar o quadro ainda mais dramático, cada suicídio consumado representa uma pequena porcentagem das tentativas fracassadas. Por isso, pautamos o tema como matéria de capa desta edição. O objetivo é chamar a atenção para o fenômeno e ajudar na prevenção.
No Brasil, o número de suicídio entre as diferentes faixas etárias vem subindo, com destaque para jovens e idosos. Em 2013, segundo a pesquisa “Violência Letal: Crianças e Adolescentes do Brasil”, a taxa de suicídio entre jovens de 16 e 17 anos chegou a 4,1 para cada 100 mil. Porém, percentual maior ainda é visto entre idosos (8 suicídios para cada 100 mil) e os indígenas, com seu índice de 132% maior do que na população em geral.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as principais causas desse mal, que não conhece barreiras geográficas nem culturais, são distúrbios mentais, depressão, doenças crônicas, perdas, drogas, bebida alcoólica, problemas financeiros,
violência, abusos, fim de relacionamento amoroso, senso de isolamento e o “colapso da capacidade de lidar com os estresses da vida”.
O pior é que o sofrimento da perda é intensificado pelo caráter de transgressão do gesto. No passado, o suicídio era visto com olhar ultra severo. Na Idade Média, a igreja codificou sua oposição ao suicídio, e as autoridades passaram a profanar os corpos dos suicidas, na tentativa de impedir novos casos. Na França, os corpos eram arrastados pelas ruas, enquanto na Noruega eles eram sepultados com os criminosos.
Hoje, a atitude está mudando, especialmente pela mobilização em favor do suicídio assistido, um tipo de morte em que o próprio paciente terminal põe fim à vida, com a ajuda de um profissional de saúde. Alguns países já legalizaram a prática, enquanto outros estão estudando o assunto.
Naturalmente, o tema é complexo e desperta debate. A Igreja Adventista tem uma postura responsável e realista. Ela defende a santidade da vida e o uso da tecnologia médica, mas reconhece que, à luz da promessa da vida eterna, não precisamos nos agarrar desesperadamente a um fio de vida, na tentativa de prolongar artificialmente um estado vegetativo ou “o processo de morrer” por tempo indefinido (Declarações da Igreja [CPB, 2012], p. 87). Afinal, em última instância, a “primeira morte” é um sono reversível e a vitória garantida na cruz é sobre a “segunda morte”, a eterna.
Por motivos óbvios, muitos são contra o suicídio assistido. “Nossa sociedade está rapidamente se tornando confortável com a noção de morte sob demanda”, protestou a escritora Kim Kuo em uma matéria publicada na revista Christianity Today em setembro de 2015. Ela menciona que seu marido fez a opção certa pela vida e lutou dez anos contra um câncer, sem perder a fé e a esperança em Deus.
No entanto, existem nomes fortes que defendem a prática do suicídio assistido, como o teólogo suíço Hans Küng, autor de A Dignified Dying (SCM, 1995). Em 2015, devido ao Mal de Parkinson, ele chegou a considerar essa possibilidade. Os anglicanos George Carey, ex-arcebispo da Cantuária, e Desmond Tutu, arcebispo emérito da Cidade do Cabo (África do Sul) e Nobel da Paz em 1984, também passaram a advogar esse “direito”.
Em face da dura realidade, o dever da sociedade é aprimorar o sistema de assistência nas fases críticas da vida, sabendo que nove em dez casos de suicídio são evitáveis. O estudo do governo para a criação do sistema de ligação gratuita pelo número 188, por enquanto disponível apenas no Rio Grande do Sul, é o primeiro passo. As igrejas e famílias, em especial, podem fazer muito para ajudar a identificar sinais de alerta e prevenir suicídios. A atitude mais importante é ouvir com acolhimento quem tem sido assediado por pensamentos suicidas.
Para quem está sofrendo uma perda dessa natureza, uma palavra de esperança. Embora o suicídio não seja moralmente neutro, também não é um pecado imperdoável. A Bíblia registra sete casos de suicídio em contextos negativos, mas não pronuncia juízo de valor sobre o ato, um silêncio que é interpretado de maneiras opostas. Ninguém deve julgar uma vida por um ato radical em um momento de desespero ou desequilíbrio químico. O julgamento é feito por um justo Juiz, o Deus da esperança e da misericórdia.
MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista
Via: Revista Adventista
Lógica Inversa
“Você deseja ser um líder ou um seguidor?” Essa pergunta traz consigo respostas muito mais profundas do que aparenta, e deveria nos fazer refletir além das obviedades. Pelo menos é o que propõe Susan Cain em um artigo do The New York Times acerca da supervalorização dos líderes e da necessidade que o mundo tem de seguidores. Recebi esse texto de dois amigos no mesmo dia e, para minha surpresa, na mesma semana, o Estadão o publicou em seu site com o título “A glorificação da capacidade de liderança se esquece dos seguidores”.
Susan, que escreveu o bestseller O poder dos quietos (HarperCollins, 2012), tem defendido a tese de que as organizações precisam valorizar mais as pessoas com perfil introvertido, pois elas enriquecem o ambiente de trabalho com sua criatividade, persistência e moderação. No texto do jornal, ela faz uma crítica ao sistema norte-americano de ensino superior, que prestigia estudantes com o perfil de liderança em detrimento daqueles com características menos expansivas. Para a autora, a forte ênfase que se tem dado no quesito “capacidade de liderança” pode nos levar a pensar “que a sociedade ideal seja composta de indivíduos que comandam”.
De fato, parece que esse é o conceito por trás de uma infinidade de livros que preenchem as estantes das principais livrarias e são promovidos nas redes sociais ou nos e-mails promocionais que recebemos diariamente. No intuito de promover uma comunidade proativa, o modelo que vem sendo propagado é o dos empreendedores que, ainda jovens, conseguem fazer prodígios. A cada dia, aumenta o número daqueles que sonham em ser o próximo Bill Gates ou Mark Zuckerberg.
Se, de um lado, é importante ressaltar o papel que os líderes têm em promover mudanças significativas em suas esferas de ação, de outro, o efeito colateral desse estímulo acentuado é o desenvolvimento de uma geração mais preocupada com o status do que com o serviço. E esse é o grande problema!
Ao longo do tempo, desenvolveu-se a ideia de que pessoas em função de liderança merecem vantagens que aqueles que não conseguiram alcançar esse posto não merecem. Assim, a função acabou sendo ambicionada muito mais por seus privilégios do que por suas responsabilidades. Tal ideia para mim parece uma grande contradição, especialmente quando considero a perspectiva de liderança encontrada na pessoa de Jesus.
Neste momento, duas passagens bíblicas me vêm à mente: Mateus 20:20 a 28 e Filipenses 2:1 a 8. Na primeira, Cristo foi abordado pela mãe de dois de Seus discípulos, Tiago e João, para que lhes concedesse posição de liderança em Seu reino vindouro. Diante de um pedido muito inapropriado, que gerou indignação entre os discípulos, o Mestre deu uma resposta magistral: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (20:25 a 28).
Cristo inverte a lógica humana e demonstra, por atos e palavras, que em Seu reino os valores são muito distintos. Ao tratar desse episódio, o Comentário Bíblico Adventista traz uma declaração que realça a mensagem que o Mestre pretende nos dar: “Entre os cidadãos do reino celestial, poder, posição, talento e educação devem ser devotados exclusivamente ao serviço dos outros e jamais devem ser usados como alavancas para dominar” (v. 5, p. 494). Que desafio em um mundo cada vez mais competitivo, em que o topo é um alvo a ser alcançado custe o que custar!
Por sua vez, Filipenses 2:1 a 8 traz uma reflexão de Paulo acerca do modelo encontrado em Jesus. Considerando o exemplo de Cristo de serviço, humilhação e obediência extrema, que O conduziu à cruz, o apóstolo exorta os cristãos a abandonar qualquer atitude ambiciosa ou repleta de vaidade, e a se revestir da humildade que considera “os outros superiores a si mesmos” (v. 3). O olhar do cristão se volta para cima, em busca de um relacionamento profundo com Deus, e para os lados, com o propósito de servir aos que estão ao redor.
As lições que esses dois textos apresentam convergem perfeitamente com o anseio de Susan Cain, que conclui seu artigo da seguinte maneira: “[Se] buscamos uma sociedade de indivíduos comprometidos, criativos e solidários e líderes que sentem que estão ali para servir e não em busca de status, então temos que nos empenhar para deixar isso bem claro.” Eu seria muito ousado em dizer que os cristãos deveriam ser a resposta desse desejo?
WELLINGTON BARBOSA, graduado em Teologia e Administração, é editor na Casa Publicadora Brasileira e cursa o doutorado em Ministério na Universidade Andrews (EUA)
Via: Revista Adventista
Susan, que escreveu o bestseller O poder dos quietos (HarperCollins, 2012), tem defendido a tese de que as organizações precisam valorizar mais as pessoas com perfil introvertido, pois elas enriquecem o ambiente de trabalho com sua criatividade, persistência e moderação. No texto do jornal, ela faz uma crítica ao sistema norte-americano de ensino superior, que prestigia estudantes com o perfil de liderança em detrimento daqueles com características menos expansivas. Para a autora, a forte ênfase que se tem dado no quesito “capacidade de liderança” pode nos levar a pensar “que a sociedade ideal seja composta de indivíduos que comandam”.
De fato, parece que esse é o conceito por trás de uma infinidade de livros que preenchem as estantes das principais livrarias e são promovidos nas redes sociais ou nos e-mails promocionais que recebemos diariamente. No intuito de promover uma comunidade proativa, o modelo que vem sendo propagado é o dos empreendedores que, ainda jovens, conseguem fazer prodígios. A cada dia, aumenta o número daqueles que sonham em ser o próximo Bill Gates ou Mark Zuckerberg.
Se, de um lado, é importante ressaltar o papel que os líderes têm em promover mudanças significativas em suas esferas de ação, de outro, o efeito colateral desse estímulo acentuado é o desenvolvimento de uma geração mais preocupada com o status do que com o serviço. E esse é o grande problema!
Ao longo do tempo, desenvolveu-se a ideia de que pessoas em função de liderança merecem vantagens que aqueles que não conseguiram alcançar esse posto não merecem. Assim, a função acabou sendo ambicionada muito mais por seus privilégios do que por suas responsabilidades. Tal ideia para mim parece uma grande contradição, especialmente quando considero a perspectiva de liderança encontrada na pessoa de Jesus.
Neste momento, duas passagens bíblicas me vêm à mente: Mateus 20:20 a 28 e Filipenses 2:1 a 8. Na primeira, Cristo foi abordado pela mãe de dois de Seus discípulos, Tiago e João, para que lhes concedesse posição de liderança em Seu reino vindouro. Diante de um pedido muito inapropriado, que gerou indignação entre os discípulos, o Mestre deu uma resposta magistral: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (20:25 a 28).
Cristo inverte a lógica humana e demonstra, por atos e palavras, que em Seu reino os valores são muito distintos. Ao tratar desse episódio, o Comentário Bíblico Adventista traz uma declaração que realça a mensagem que o Mestre pretende nos dar: “Entre os cidadãos do reino celestial, poder, posição, talento e educação devem ser devotados exclusivamente ao serviço dos outros e jamais devem ser usados como alavancas para dominar” (v. 5, p. 494). Que desafio em um mundo cada vez mais competitivo, em que o topo é um alvo a ser alcançado custe o que custar!
Por sua vez, Filipenses 2:1 a 8 traz uma reflexão de Paulo acerca do modelo encontrado em Jesus. Considerando o exemplo de Cristo de serviço, humilhação e obediência extrema, que O conduziu à cruz, o apóstolo exorta os cristãos a abandonar qualquer atitude ambiciosa ou repleta de vaidade, e a se revestir da humildade que considera “os outros superiores a si mesmos” (v. 3). O olhar do cristão se volta para cima, em busca de um relacionamento profundo com Deus, e para os lados, com o propósito de servir aos que estão ao redor.
As lições que esses dois textos apresentam convergem perfeitamente com o anseio de Susan Cain, que conclui seu artigo da seguinte maneira: “[Se] buscamos uma sociedade de indivíduos comprometidos, criativos e solidários e líderes que sentem que estão ali para servir e não em busca de status, então temos que nos empenhar para deixar isso bem claro.” Eu seria muito ousado em dizer que os cristãos deveriam ser a resposta desse desejo?
WELLINGTON BARBOSA, graduado em Teologia e Administração, é editor na Casa Publicadora Brasileira e cursa o doutorado em Ministério na Universidade Andrews (EUA)
Via: Revista Adventista
A Bíblia e a mentalidade científica
Não é incomum encontrar ateus ou céticos de renome lamentando o fato de o cristianismo ainda ter tamanha influência na sociedade de nossos dias. A Bíblia é constantemente acusada de ser um livro obsoleto, que promove crendices tribalistas sobre a natureza e a origem do universo. As pessoas que viviam na época em que a Bíblia foi escrita são retratadas como simplórias, ingênuas e facilmente enganadas por seus líderes religiosos. Diante do intelectualismo e individualismo de nossos dias, a crença religiosa é vista como um entrave ao avanço científico.
Alega-se que, depois de séculos de observações e pesquisas rigorosas dos fenômenos da natureza, muitos dos mitos que antes eram ensinados e disseminados foram finalmente abandonados. Também há quem defenda que as pessoas “educadas” não são nada parecidas com aqueles nômades ignorantes que vagueavam pelas terras de Canaã. Crer na história da criação, na travessia do Mar Vermelho ou do nascimento virginal de Jesus é tido hoje como estupidez, burrice e irracionalidade… Ser religioso em nossos dias é sinônimo de ignorância e cegueira. O religioso é tido como subjetivo, incerto ou irreal. Somente o que é científico e empírico deve ser aceito como objetivo, concreto e real. Por isso, não se vê diferença entre quem acredita na Bíblia e quem crê no Papai Noel, em unicórnios e dragões. Assim, a sociedade atual é estimulada a dar valor somente ao que pode ser comprovado em laboratório.
Ceticismo saudável
Em certa medida, concordo que devemos ser céticos quanto a algumas coisas. Questionar, duvidar e perguntar não só nos salvam de certas enrascadas, mas abrem portas para novos conhecimentos e oportunidades. No entanto, o quadro pintado por muitos céticos sobre a Bíblia está completamente equivocado. Às vezes, fico imaginando se eles realmente conhecem o livro que tanto criticam.
As pessoas e as histórias que encontramos na Bíblia retratam uma realidade que imita nossa forma de agir e pensar em muitos aspectos. Longe de ser simplórios e crédulos, os personagens da Bíblia apresentaram muitas vezes um ceticismo que beirou à rebeldia – algo que podemos facilmente identificar em muitos nos dias de hoje.
Gostaria de analisar o comportamento de três personagens bíblicos que, longe de ser a exceção, demonstraram ter uma pitada saudável de ceticismo. Esses exemplos são apenas alguns entre muitos que nos mostram claramente como as pessoas dos tempos bíblicos se preocupavam com o que era objetivo, concreto e real.
Tomé
O episódio de Tomé duvidando sobre a ressurreição de Jesus é um dos principais exemplos de ceticismo encontrados nas Escrituras (Jo 20:24-25). Sua declaração mostra que a relutância em crer na ressurreição não é de hoje. Afinal, quando foi a última vez que você testemunhou uma ressurreição? No caso de Tomé, ele havia presenciado a ressurreição de Lázaro e, mesmo assim, teve dificuldade em crer na ressurreição de Jesus. O que ele precisava era de evidências empíricas! Isso lembra um pouco David Hume, filósofo, historiador e ensaísta do século 18 que ficou conhecido por seu ceticismo!
Ezequias
Outro caso interessante é o do rei Ezequias. Depois de ter enfrentado Senaqueribe e vencido de forma milagrosa, o rei de Judá ficou doente “de uma enfermidade mortal” (2Rs 20:1). Triste, o rei clamou a Deus por misericórdia. Deus enviou o profeta Isaías, que lhe informou do plano divino em lhe conceder mais quinze anos de vida. Ezequias poderia ter se contentado com aquela resposta. Afinal, Deus já havia realizado tanta coisa no passado! Não haveria razão para duvidar da palavra do profeta. Mesmo assim, Ezequias questionou a autenticidade da declaração de Isaías e pediu um sinal. Indiferente à ofensa, Isaías lhe deu duas opções: “Você prefere que a sombra avance ou recue dez degraus?” (2Rs 20:9, NVI).
Confesso que ver a luz do sol se adiantar dez graus seria uma experiência surreal. No entanto, Ezequias sabia que, em algum momento, ele mesmo poderia questionar a autenticidade do que estava vendo. Afinal de contas, a luz estaria fazendo o que faz todos os dias: avançar. A única diferença é que esse progresso se daria de forma acelerada – certamente alguém encontraria uma explicação plausível para esse fenômeno. O que seria realmente anormal era que a sombra do sol regredisse dez graus! Aí sim! Estaria indo na contramão de tudo o que se conhecia (e se conhece até hoje!). Ezequias pediu que a sombra retrocedesse dez graus, e assim aconteceu.
Gideão
O livro de Juízes relata como Gideão viu o Anjo do Senhor e foi ordenado a lutar contra os midianitas (Jz 6). Embora a ordem tivesse sido clara e o ajuntamento do povo de Israel pudesse servir de confirmação do chamado divino de Gideão, parecia que ele tinha suas dúvidas. Poderia ter sido uma visão, uma ilusão ou um devaneio. Quantas vezes já fomos enganados pelos nossos olhos? Achamos que vimos algo ou alguém e logo percebemos que fomos vítimas de uma ilusão ótica. Gideão precisava ter certeza. Ele não podia permanecer só na esfera da subjetividade.
Assim, ele resolveu fazer um teste. “Eis que eu porei uma porção de lã na eira; se o orvalho estiver somente nela, e seca a terra ao redor, então, conhecerei que hás de livrar Israel por meu intermédio, como disseste” (Jz 6:37). O teste parecia simples. É impossível um pedaço de lã exposto ao relento ficar encharcado e o solo ao redor permanecer seco. Só que algo ainda parecia incomodar Gideão. E se a lã absorvesse toda a umidade ao redor? Não parecia tão improvável assim.
Gideão decidiu fazer algo que todo cientista honesto faz nos dias de hoje: ele criou um grupo de controle e inverteu o pedido: “Rogo-Te que mais esta vez faça eu a prova com a lã; que só a lã esteja seca, e na terra ao redor haja orvalho” (v. 39). Pronto! Assim ele estaria satisfeito. Independentemente de qual fosse a interação natural da lã com a umidade, a outra experiência seria a prova de que Deus estava com ele.
Todas essas histórias mostram que as pessoas daquela época tinham uma clara percepção de como a natureza deveria se comportar. Talvez não conseguissem explicar o movimento dos astros como Isaac Newton fez, mas não eram adeptas de ideias mirabolantes sobre as leis da natureza. Qualquer coisa que aparentasse anormal era recebida com ceticismo. No caso de milagres, essas pessoas queriam ter certeza de que era Deus quem estava operando naqueles fenômenos.
Diferente do ceticismo contemporâneo, que rejeita a participação divina nos eventos da natureza, o ceticismo desses personagens bíblicos tinha como objetivo se certificar de que era Deus que, de fato, estava agindo. Longe de ser vítimas de alucinações, enganos ou ilusões, aqueles que foram testemunhas das ações de Deus duvidaram do que seus sentidos lhes diziam e buscaram evidências irrefutáveis da autenticidade dos eventos que ocorreram. Tais exemplos nos inspiram a igualmente procurar desenvolver uma fé inteligente, questionadora, que procura entender os caminhos de Deus e discernir as ações dele na natureza.
GLAUBER S. ARAÚJO, mestre em Ciências da Religião, é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira. Além da teologia, se interessa pela física, astronomia e cosmologia
Via: Revista Adventista
Alega-se que, depois de séculos de observações e pesquisas rigorosas dos fenômenos da natureza, muitos dos mitos que antes eram ensinados e disseminados foram finalmente abandonados. Também há quem defenda que as pessoas “educadas” não são nada parecidas com aqueles nômades ignorantes que vagueavam pelas terras de Canaã. Crer na história da criação, na travessia do Mar Vermelho ou do nascimento virginal de Jesus é tido hoje como estupidez, burrice e irracionalidade… Ser religioso em nossos dias é sinônimo de ignorância e cegueira. O religioso é tido como subjetivo, incerto ou irreal. Somente o que é científico e empírico deve ser aceito como objetivo, concreto e real. Por isso, não se vê diferença entre quem acredita na Bíblia e quem crê no Papai Noel, em unicórnios e dragões. Assim, a sociedade atual é estimulada a dar valor somente ao que pode ser comprovado em laboratório.
Ceticismo saudável
Em certa medida, concordo que devemos ser céticos quanto a algumas coisas. Questionar, duvidar e perguntar não só nos salvam de certas enrascadas, mas abrem portas para novos conhecimentos e oportunidades. No entanto, o quadro pintado por muitos céticos sobre a Bíblia está completamente equivocado. Às vezes, fico imaginando se eles realmente conhecem o livro que tanto criticam.
As pessoas e as histórias que encontramos na Bíblia retratam uma realidade que imita nossa forma de agir e pensar em muitos aspectos. Longe de ser simplórios e crédulos, os personagens da Bíblia apresentaram muitas vezes um ceticismo que beirou à rebeldia – algo que podemos facilmente identificar em muitos nos dias de hoje.
Gostaria de analisar o comportamento de três personagens bíblicos que, longe de ser a exceção, demonstraram ter uma pitada saudável de ceticismo. Esses exemplos são apenas alguns entre muitos que nos mostram claramente como as pessoas dos tempos bíblicos se preocupavam com o que era objetivo, concreto e real.
Tomé
O episódio de Tomé duvidando sobre a ressurreição de Jesus é um dos principais exemplos de ceticismo encontrados nas Escrituras (Jo 20:24-25). Sua declaração mostra que a relutância em crer na ressurreição não é de hoje. Afinal, quando foi a última vez que você testemunhou uma ressurreição? No caso de Tomé, ele havia presenciado a ressurreição de Lázaro e, mesmo assim, teve dificuldade em crer na ressurreição de Jesus. O que ele precisava era de evidências empíricas! Isso lembra um pouco David Hume, filósofo, historiador e ensaísta do século 18 que ficou conhecido por seu ceticismo!
Ezequias
Outro caso interessante é o do rei Ezequias. Depois de ter enfrentado Senaqueribe e vencido de forma milagrosa, o rei de Judá ficou doente “de uma enfermidade mortal” (2Rs 20:1). Triste, o rei clamou a Deus por misericórdia. Deus enviou o profeta Isaías, que lhe informou do plano divino em lhe conceder mais quinze anos de vida. Ezequias poderia ter se contentado com aquela resposta. Afinal, Deus já havia realizado tanta coisa no passado! Não haveria razão para duvidar da palavra do profeta. Mesmo assim, Ezequias questionou a autenticidade da declaração de Isaías e pediu um sinal. Indiferente à ofensa, Isaías lhe deu duas opções: “Você prefere que a sombra avance ou recue dez degraus?” (2Rs 20:9, NVI).
Confesso que ver a luz do sol se adiantar dez graus seria uma experiência surreal. No entanto, Ezequias sabia que, em algum momento, ele mesmo poderia questionar a autenticidade do que estava vendo. Afinal de contas, a luz estaria fazendo o que faz todos os dias: avançar. A única diferença é que esse progresso se daria de forma acelerada – certamente alguém encontraria uma explicação plausível para esse fenômeno. O que seria realmente anormal era que a sombra do sol regredisse dez graus! Aí sim! Estaria indo na contramão de tudo o que se conhecia (e se conhece até hoje!). Ezequias pediu que a sombra retrocedesse dez graus, e assim aconteceu.
Gideão
O livro de Juízes relata como Gideão viu o Anjo do Senhor e foi ordenado a lutar contra os midianitas (Jz 6). Embora a ordem tivesse sido clara e o ajuntamento do povo de Israel pudesse servir de confirmação do chamado divino de Gideão, parecia que ele tinha suas dúvidas. Poderia ter sido uma visão, uma ilusão ou um devaneio. Quantas vezes já fomos enganados pelos nossos olhos? Achamos que vimos algo ou alguém e logo percebemos que fomos vítimas de uma ilusão ótica. Gideão precisava ter certeza. Ele não podia permanecer só na esfera da subjetividade.
Assim, ele resolveu fazer um teste. “Eis que eu porei uma porção de lã na eira; se o orvalho estiver somente nela, e seca a terra ao redor, então, conhecerei que hás de livrar Israel por meu intermédio, como disseste” (Jz 6:37). O teste parecia simples. É impossível um pedaço de lã exposto ao relento ficar encharcado e o solo ao redor permanecer seco. Só que algo ainda parecia incomodar Gideão. E se a lã absorvesse toda a umidade ao redor? Não parecia tão improvável assim.
Gideão decidiu fazer algo que todo cientista honesto faz nos dias de hoje: ele criou um grupo de controle e inverteu o pedido: “Rogo-Te que mais esta vez faça eu a prova com a lã; que só a lã esteja seca, e na terra ao redor haja orvalho” (v. 39). Pronto! Assim ele estaria satisfeito. Independentemente de qual fosse a interação natural da lã com a umidade, a outra experiência seria a prova de que Deus estava com ele.
Todas essas histórias mostram que as pessoas daquela época tinham uma clara percepção de como a natureza deveria se comportar. Talvez não conseguissem explicar o movimento dos astros como Isaac Newton fez, mas não eram adeptas de ideias mirabolantes sobre as leis da natureza. Qualquer coisa que aparentasse anormal era recebida com ceticismo. No caso de milagres, essas pessoas queriam ter certeza de que era Deus quem estava operando naqueles fenômenos.
Diferente do ceticismo contemporâneo, que rejeita a participação divina nos eventos da natureza, o ceticismo desses personagens bíblicos tinha como objetivo se certificar de que era Deus que, de fato, estava agindo. Longe de ser vítimas de alucinações, enganos ou ilusões, aqueles que foram testemunhas das ações de Deus duvidaram do que seus sentidos lhes diziam e buscaram evidências irrefutáveis da autenticidade dos eventos que ocorreram. Tais exemplos nos inspiram a igualmente procurar desenvolver uma fé inteligente, questionadora, que procura entender os caminhos de Deus e discernir as ações dele na natureza.
GLAUBER S. ARAÚJO, mestre em Ciências da Religião, é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira. Além da teologia, se interessa pela física, astronomia e cosmologia
Via: Revista Adventista
A Política e o Cristão
“O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloqüência. Cristo convida Seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político. Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um falso sábado, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os homens que o exaltam, e violam a lei de Deus, pisando Seu sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos.”
“O Senhor deseja que todos os portadores da mensagem para estes últimos dias compreendam que há grande diferença entre os que professam a religião, mas não são praticantes da Palavra, e os filhos de Deus, que são santificados pela verdade e têm aquela fé que atua pelo amor e purifica a alma. O Senhor refere-Se aos que pretendem crer na verdade para este tempo, os quais não discernem, porém, qualquer incoerência em tomarem parte na política, misturando-se com as pessoas violentas destes últimos dias, como os circuncisos que se misturam com os incircuncisos, e declara que destruirá ambas as classes juntamente, sem distinção. Estão fazendo uma obra que não lhes mandou fazer. Desonram a Deus por seu espírito faccioso e por suas contendas, e Ele condenará de igual maneira a ambas as classes.”
“Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus.” Mat. 5:16.
Há uma grande vinha a ser cultivada; mas, conquanto os cristãos tenham de trabalhar entre os incrédulos, não se devem parecer com os mundanos. Não devem gastar seu tempo a falar de política e agir em favor dela; pois assim fazendo, dão oportunidade ao inimigo de penetrar e causar desinteligências e discórdias. Aqueles, dentre os pastores, que desejam ser políticos, devem perder suas credenciais; pois essa obra Deus não deu a elevados nem a humildes dentre Seu povo. Deus pede a todos quantos ministram em palavra e doutrina, que dêem à trombeta um sonido certo. Todos quantos receberam a Cristo, pastores e membros leigos, devem levantar-se e resplandecer; pois grandes perigos se acham iminentes sobre nós. Satanás está agitando os poderes da Terra. Tudo neste mundo se acha em confusão. Deus pede a Seu povo que mantenha acima de tudo a bandeira que apresenta a mensagem do terceiro anjo. Não devemos ir a Cristo por intermédio de algum ser humano, mas por meio de Cristo devemos compreender a obra que Ele nos deu a fazer pelos outros.
Deus apela para Seu povo, dizendo: “Saí do meio deles, e apartai-vos.” II Cor. 6:17. Ele pede que o amor que tem manifestado por eles seja retribuído e evidenciado por meio de voluntária obediência a Seus mandamentos. Os filhos de Deus têm de separar-se da política, de toda união com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo. “Provai vossa aliança comigo”, diz Ele, “permanecendo como Minha herança escolhida, como um povo zeloso de boas obras.” Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, e refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou na escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas. Deus quer que Seus servos tenham clara percepção, verdadeira e nobre dignidade, para que sua influência manifeste o poder da verdade. A vida cristã não deve ser vivida a esmo ou depender de emoções. A verdadeira influência cristã, exercida para a realização da obra designada por Deus, é um precioso instrumento, e não se deve unir com política, ou ligar em união com incrédulos. Deus tem de ser o centro de atração. Toda mente em que o Espírito Santo opera, satisfar-se-á com Ele.” Fundamentos da Educação Cristã, págs. 475, 482 e 483.
Nossa Atitude Quanto à Política
“”Nenhum de nós vive para si.” Rom. 14:7. Lembrem os que são tentados a tomar parte na política, que todo passo que eles dão tem sua influência sobre outros. Quando pastores, ou outros que ocupem posição de responsabilidade, fazem observações a respeito desses assuntos, não podem recolher os pensamentos que plantaram em outros espíritos. Sob as tentações de Satanás, puseram em operação uma corrente de circunstâncias conducentes a resultados que eles mal sonham. Um ato, uma palavra, um pensamento atirado à mente do grande ajuntamento humano, caso leve a sanção celestial, dará uma colheita de preciosos frutos; mas, se é inspirado por Satanás, fará brotar a raiz de amargura com que muitos serão contaminados. Portanto, os mordomos da graça de Deus, em todo ramo de serviço, estejam alerta quanto a não misturar o comum com o sagrado.
Por mais de uma vez Cristo foi solicitado a decidir questões políticas e jurídicas; mas recusava-Se a interferir em assuntos temporais. … Ele ocupava no mundo o lugar de Cabeça do grande reino espiritual para cujo estabelecimento aqui viera – o reino da justiça. Seus ensinos tornaram claros os princípios enobrecedores, santificadores que regem Seu reino. Mostrou que a justiça, misericórdia e amor são as forças dominantes no reino de Jeová.” Testimonies for the Church, Vol. 9, pág. 218 e Obreiros Evangélicos, pág. 396.
“A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma alma sedenta pelas águas da vida.” A Ciência do Bom Viver, pág. 25.
“Nossa obra é vigiar, esperar e orar. Examinai as Escrituras. Cristo vos advertiu a não vos misturardes com o mundo. Devemos sair dentre eles e separar-nos “e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso”. II Cor. 6:17 e 18. Sejam quais forem as opiniões que tenhais em relação a dar o vosso voto em questões políticas, não as deveis proclamar pela pena ou pela voz. Nosso povo deve silenciar acerca de questões que não têm relação com a terceira mensagem angélica. Se já um povo se deveu aproximar de Deus, esse é o povo Adventista do Sétimo Dia. Têm sido feitos admiráveis projetos e planos. Tem-se apoderado de homens e mulheres um ardente desejo de proclamar alguma coisa, ou ligar-se com alguma coisa; eles não sabem o quê. O silêncio de Cristo sobre muitos assuntos, porém, era verdadeira eloqüência. …
Irmãos, não vos lembrais de que a nenhum de vós foi imposta pelo Senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas em nossas publicações, ou de sobre elas falar na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a Palavra do Senhor. …
Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas. Todos fariam bem em dar ouvidos à Palavra de Deus: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos em luta política, nem vos vinculeis a eles em suas ligações. Não há terreno seguro em que possam estar e trabalhar juntos. O fiel e o infiel não têm terreno neutro em que possam encontrar-se.” Mensagens Escolhidas Vol. 2, págs. 336 e 337.
“A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo.” O Grande Conflito, págs. 578, 579 e 592.
“A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo. A familiaridade com o pecado inevitavelmente o fará parecer menos repelente. Aquele que prefere associar-se aos servos de Satanás, logo deixará de temer o senhor deles. Quando, no caminho do dever, somos levados à prova, como o foi Daniel na corte do rei, podemos estar certos de que Deus nos protegerá; mas se nos colocamos sob tentação, mais cedo ou mais tarde cairemos.” O Grande Conflito, pág. 509
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“Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu.”Testemunhos Seletos Vol.3, Pág. 325
Que Deus continue nos estendendo a Sua misericórida, nos oriente e nos abençoe a todos.
Fonte: Adventismo em Foco
“O Senhor deseja que todos os portadores da mensagem para estes últimos dias compreendam que há grande diferença entre os que professam a religião, mas não são praticantes da Palavra, e os filhos de Deus, que são santificados pela verdade e têm aquela fé que atua pelo amor e purifica a alma. O Senhor refere-Se aos que pretendem crer na verdade para este tempo, os quais não discernem, porém, qualquer incoerência em tomarem parte na política, misturando-se com as pessoas violentas destes últimos dias, como os circuncisos que se misturam com os incircuncisos, e declara que destruirá ambas as classes juntamente, sem distinção. Estão fazendo uma obra que não lhes mandou fazer. Desonram a Deus por seu espírito faccioso e por suas contendas, e Ele condenará de igual maneira a ambas as classes.”
“Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente. Cumpre-nos fazer aos mundanos todo o bem que nos seja possível. Cristo nos deu um exemplo disto. Quando convidado a comer com publicanos e pecadores, não Se recusava; pois de nenhum outro modo, senão misturando-Se com eles, poderia chegar a essa classe. Mas, em toda ocasião lhes dava talentos de palavras e influência. Puxava temas de conversação que lhes apresentavam ao espírito os interesses eternos. E esse Mestre nos ordena: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus.” Mat. 5:16.
Há uma grande vinha a ser cultivada; mas, conquanto os cristãos tenham de trabalhar entre os incrédulos, não se devem parecer com os mundanos. Não devem gastar seu tempo a falar de política e agir em favor dela; pois assim fazendo, dão oportunidade ao inimigo de penetrar e causar desinteligências e discórdias. Aqueles, dentre os pastores, que desejam ser políticos, devem perder suas credenciais; pois essa obra Deus não deu a elevados nem a humildes dentre Seu povo. Deus pede a todos quantos ministram em palavra e doutrina, que dêem à trombeta um sonido certo. Todos quantos receberam a Cristo, pastores e membros leigos, devem levantar-se e resplandecer; pois grandes perigos se acham iminentes sobre nós. Satanás está agitando os poderes da Terra. Tudo neste mundo se acha em confusão. Deus pede a Seu povo que mantenha acima de tudo a bandeira que apresenta a mensagem do terceiro anjo. Não devemos ir a Cristo por intermédio de algum ser humano, mas por meio de Cristo devemos compreender a obra que Ele nos deu a fazer pelos outros.
Deus apela para Seu povo, dizendo: “Saí do meio deles, e apartai-vos.” II Cor. 6:17. Ele pede que o amor que tem manifestado por eles seja retribuído e evidenciado por meio de voluntária obediência a Seus mandamentos. Os filhos de Deus têm de separar-se da política, de toda união com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo. “Provai vossa aliança comigo”, diz Ele, “permanecendo como Minha herança escolhida, como um povo zeloso de boas obras.” Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, e refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou na escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas. Deus quer que Seus servos tenham clara percepção, verdadeira e nobre dignidade, para que sua influência manifeste o poder da verdade. A vida cristã não deve ser vivida a esmo ou depender de emoções. A verdadeira influência cristã, exercida para a realização da obra designada por Deus, é um precioso instrumento, e não se deve unir com política, ou ligar em união com incrédulos. Deus tem de ser o centro de atração. Toda mente em que o Espírito Santo opera, satisfar-se-á com Ele.” Fundamentos da Educação Cristã, págs. 475, 482 e 483.
Nossa Atitude Quanto à Política
“”Nenhum de nós vive para si.” Rom. 14:7. Lembrem os que são tentados a tomar parte na política, que todo passo que eles dão tem sua influência sobre outros. Quando pastores, ou outros que ocupem posição de responsabilidade, fazem observações a respeito desses assuntos, não podem recolher os pensamentos que plantaram em outros espíritos. Sob as tentações de Satanás, puseram em operação uma corrente de circunstâncias conducentes a resultados que eles mal sonham. Um ato, uma palavra, um pensamento atirado à mente do grande ajuntamento humano, caso leve a sanção celestial, dará uma colheita de preciosos frutos; mas, se é inspirado por Satanás, fará brotar a raiz de amargura com que muitos serão contaminados. Portanto, os mordomos da graça de Deus, em todo ramo de serviço, estejam alerta quanto a não misturar o comum com o sagrado.
Por mais de uma vez Cristo foi solicitado a decidir questões políticas e jurídicas; mas recusava-Se a interferir em assuntos temporais. … Ele ocupava no mundo o lugar de Cabeça do grande reino espiritual para cujo estabelecimento aqui viera – o reino da justiça. Seus ensinos tornaram claros os princípios enobrecedores, santificadores que regem Seu reino. Mostrou que a justiça, misericórdia e amor são as forças dominantes no reino de Jeová.” Testimonies for the Church, Vol. 9, pág. 218 e Obreiros Evangélicos, pág. 396.
“A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma alma sedenta pelas águas da vida.” A Ciência do Bom Viver, pág. 25.
“Nossa obra é vigiar, esperar e orar. Examinai as Escrituras. Cristo vos advertiu a não vos misturardes com o mundo. Devemos sair dentre eles e separar-nos “e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso”. II Cor. 6:17 e 18. Sejam quais forem as opiniões que tenhais em relação a dar o vosso voto em questões políticas, não as deveis proclamar pela pena ou pela voz. Nosso povo deve silenciar acerca de questões que não têm relação com a terceira mensagem angélica. Se já um povo se deveu aproximar de Deus, esse é o povo Adventista do Sétimo Dia. Têm sido feitos admiráveis projetos e planos. Tem-se apoderado de homens e mulheres um ardente desejo de proclamar alguma coisa, ou ligar-se com alguma coisa; eles não sabem o quê. O silêncio de Cristo sobre muitos assuntos, porém, era verdadeira eloqüência. …
Irmãos, não vos lembrais de que a nenhum de vós foi imposta pelo Senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas em nossas publicações, ou de sobre elas falar na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a Palavra do Senhor. …
Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas. Todos fariam bem em dar ouvidos à Palavra de Deus: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos em luta política, nem vos vinculeis a eles em suas ligações. Não há terreno seguro em que possam estar e trabalhar juntos. O fiel e o infiel não têm terreno neutro em que possam encontrar-se.” Mensagens Escolhidas Vol. 2, págs. 336 e 337.
“A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo.” O Grande Conflito, págs. 578, 579 e 592.
“A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo. A familiaridade com o pecado inevitavelmente o fará parecer menos repelente. Aquele que prefere associar-se aos servos de Satanás, logo deixará de temer o senhor deles. Quando, no caminho do dever, somos levados à prova, como o foi Daniel na corte do rei, podemos estar certos de que Deus nos protegerá; mas se nos colocamos sob tentação, mais cedo ou mais tarde cairemos.” O Grande Conflito, pág. 509
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“Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu.”Testemunhos Seletos Vol.3, Pág. 325
Que Deus continue nos estendendo a Sua misericórida, nos oriente e nos abençoe a todos.
Fonte: Adventismo em Foco
Sete planetas “Terra”: implicações de uma descoberta
A notícia ganhou os meios de comunicação e agitou o mundo. Finalmente, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou a descoberta de planetas semelhantes à Terra – sete, ao todo – que, teoricamente, poderiam conter água em estado líquido e, portanto, na opinião dos cientistas, ter ambiente favorável ao surgimento e à evolução da vida. O sistema solar descoberto está a 39 anos-luz de distância e tem no centro uma estrela anã chamada Trappist-1, similar ao sol e um pouco maior que Júpiter. Segundo a Nasa, os planetas do sistema têm massa semelhante à da Terra e composição rochosa. O estudo publicado na revista Nature sugere que há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva de imprensa que anunciou a descoberta.
A esperança dos cientistas é tanta que, mesmo que não seja encontrado sinal de vida nesse sistema, eles creem que ela pode ter se desenvolvido ou se desenvolverá. “[A Trappist-1] queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais dez trilhões de anos – que é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda.
Os planetas não são observados diretamente, como podem dar a entender as ilustrações publicadas em jornais e revistas. Na verdade, nada se sabe sobre a cor deles e muito pouco sobre sua composição. Eles só são percebidos porque, ao passar pela frente da estrela, acabam escurecendo um pouco sua luz. Como esse bloqueio de luz é cíclico, os astrônomos deduzem que há planetas lá. Com as observações a partir de telescópios no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. E com os dados foi possível calcular o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. Quanto à composição atmosférica (se é que eles têm uma) e a presença de água, isso depende da análise da luz que vem de lá, submetida a espectroscópios.
Uma notícia como essa mostra como o pensamento evolucionista está entranhado em todas as áreas, inclusive na astronomia. Primeiro, os cientistas dão a entender claramente que encontraram planetas capazes de abrigar vida, e que muito provavelmente ela deve estar lá. Mas, se não estiver, ela será capaz de surgir e se desenvolver em algum daqueles planetas. Então deduzem que a estrela do sistema recém-descoberto poderá existir por mais dez trilhões de anos, o que, segundo eles, “é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”. No entanto, sabe-se que nem em zilhões de anos seria possível surgir vida com toda a sua complexidade a partir de matéria não viva. Os biólogos evolucionistas evitam esse assunto, pois sabem que a matemática está contra eles (confira aqui e aqui).
Mesmo aqui, em nosso planeta, com todas as condições favoráveis à vida planejadas minuciosamente, a vida não poderia ter surgido e macroevoluído, sendo esta uma hipótese mais para o campo da metafísica. Se aqui na Terra o modelo evolucionista encontra suas limitações, quando o assunto é origem da informação complexa e específica e da complexidade irredutível, por que acreditar que em planetas que nem podem ser vistos diretamente ela teria surgido e evoluído?
É preciso realmente muita fé para crer nessa história. Mas a vontade de descobrir vida lá fora e provar a teoria da evolução é tanta que a mídia internacional está em festa. Até o Google produziu um de seus famosos doodles para comemorar o feito, como se, finalmente, tivéssemos descoberto o lar dos ETs.
Vida nesses outros planetas
Mas será que é tão fácil assim haver outros planetas como a Terra? O químico da Unicamp e doutor em espectrometria de massas, Marcos Nogueira Eberlin, diz que o que está havendo por aí é a aplicação do chamado “princípio da mediocridade” de Carl Sagan. Ao contemplar a foto do planeta Terra tirada a distância pela Voyager, Sagan disse: “Veja que planeta insignificante em que vivemos, e veja como nós, humanos, somos também insignificantes, pois habitamos um ponto pálido azul [a Terra] perdido na imensidão do Universo.” E assim, de uma só vez, o cientista ateu afirmou que, tanto a Terra quanto os seres humanos, não têm nada de especial, sendo possível que surgissem iguais por todo o lado no universo.
Assim como aconteceu com o aclamado planeta Kepler 186f, apenas duas coisas são realmente factuais: a) os sete planetas têm um diâmetro parecido com o da Terra, e b) orbitam seu sol, bem menor que o nosso, com uma distância apropriada para que a água, se existir, seja líquida. Ponto. O resto é especulação. Com apenas essas similaridades, os sete planetas foram alçados a “irmãos” da Terra.
Segundo o Dr. Eberlin, “para um planeta ser comparado ao nosso e ser chamado de ‘outra Terra’ teria que ter, pelo menos, algumas dezenas das milhares de condições únicas e indispensáveis da nossa Terra que permitem que ela sustente vida”.
Eberlin enumera algumas dessas condições essenciais: 1) a existência de planetas como Júpiter e Saturno para proteger os planetas menores e a suposta vida neles do bombardeiro de asteroides e cometas; 2) a existência de luas como a nossa, com o diâmetro e a massa corretos para criar o movimento de precessão – com o ângulo correto – para formar nos mares planetários, se lá existirem, as marés corretas – e não tsunamis – que viabilizariam a vida nessas “Terras”; 3) a gravidade deve ser finamente ajustada naqueles planetas para que eles possam reter água líquida, mas não “esmagar” a vida; 4) os planetas devem ter, também, uma atmosfera correta, com proporção correta de nitrogênio e oxigênio, e bactérias como a anammox em seus oceanos para agir no ciclo de nitrogênio de lá, e, assim, controlar a correta composição 3:1 de N2 e oxigênio de sua atmosfera; 5) se bombardeados por vento solar, como talvez o sejam, esses planetas devem também ser constituídos da liga perfeita de ferro e níquel, que a nossa Terra “milagrosamente” tem, e as condições de pressão e temperatura de seu interior devem ser corretas para que haja uma esfera sólida de Ni/Fe girando em um manto líquido, criando, assim, um campo magnético finamente ajustado para desviar esse vento, que é mortal; 6) ozônio deve compor também a atmosfera desses planetas, para filtrar os raios ultravioletas; 7) a rotação deve ser bem controlada – não basta girar, precisam girar na velocidade certa – para homogeneizar a temperatura global em algo perto de 19 graus centígrados. E muito mais seria preciso!
“Enfim, são tantas e tantas condições finamente ajustadas e interligadas que a Terra apresenta, que Francis Crick declarou que ‘homens honestos deveriam concluir que o surgimento da vida (e presumo da Terra) foi quase um milagre’”, cita Eberlin, e completa: “Não temos a menor ideia de como o verdadeiro ‘milagre da vida’ ocorreu bem aqui em nosso planeta, o qual habitamos e muito bem investigamos, por séculos, e nada sabemos de como o ‘milagre da Terra’ em que vivemos se viabilizou. Mas, mesmo assim, nessa nossa ignorância, anunciamos sem pudor que vamos encontrar outros planetas como a Terra e com vida dentro. Pode?”
Vida fora do planeta: argumento criacionista?
O astrofísico Eduardo Lütz acrescenta que “temperatura adequada é somente um entre muitos parâmetros necessários para possibilitar a vida como a conhecemos. Se um dia conseguirmos confirmar a existência de vida em outros planetas, aí sim, haverá um grande motivo para comemoração”.
Lütz lembra que existem aqueles que acreditam que a descoberta de vida fora da Terra representaria um golpe fatal no cristianismo em geral e no criacionismo bíblico, em particular. Na verdade, uma descoberta assim seria particularmente interessante e bem-vinda para muitos criacionistas, que percebem na Bíblia várias referências a seres inteligentes que vivem em outras partes do universo.
Vejamos um exemplo: nos primeiros capítulos do livro de Jó, são mencionados eventos nos quais filhos de Deus vinham de diferentes lugares para se reunir diante dEle. Entre eles estava um que se apresentou como vindo da Terra: Satanás. Não que ele fosse nativo da Terra, pois a Bíblia menciona que houve um momento em que ele veio para este planeta. Alguns entendem que esses filhos de Deus eram anjos, mas isso não faz sentido no contexto bíblico, pois é dito desses anjos que eles veem a face do Pai todos os dias. Então não faria sentido para eles precisar de um congresso de vez em quando para fazer isso. Também não poderiam ser humanos, pois a reunião não ocorreu na Terra e humanos não costumam participar de congressos interplanetários.
“Um cenário que faz muito mais sentido é o de que essas pessoas eram representantes de muitos planetas habitados por formas de vida inteligentes. A expressão ‘filhos de Deus’ se aplica a seres fiéis a Deus”, explica o astrofísico.
Resumindo o cenário, esses eventos mencionados nos primeiros capítulos do livro de Jó mencionam, de passagem, congressos interplanetários aos quais teriam comparecido representantes de planetas com formas de vida inteligente e fiéis a Deus. Apenas um dos representantes era rebelde: o da Terra. “Isso nos faz lembrar a parábola das cem ovelhas: apenas uma delas se extraviou, e o Pastor foi atrás para resgatá-la, deixando todas as demais na segurança do aprisco. Essa parábola não faz sentido quando tentamos aplicá-la ao que acontece com as pessoas na Terra, do ponto de vista cristão. Faz muito sentido, porém, se a Terra foi o único planeta a afastar-se do plano de Deus, criando sofrimento e injustiça no processo, conforme a Bíblia explica em tantas partes”, conclui o cientista.
Finalmente, o que podemos dizer da mais recente descoberta da Nasa? Há um bocado de exagero no que a mídia está veiculando, já que os dados não são conclusivos; além disso, conforme você poderá notar neste vídeo, a “onda” em torno dos OVNIs e da busca por formas de vida extraterrestre acaba atendendo a outros interesses; e, de qualquer forma, cristãos criacionistas nunca negaram o fato de que a Bíblia sugere que existam outros mundos habitados, não pelos ETs monstrengos dos filmes, mas por seres criados à imagem de Deus e que não pecaram, como aconteceu aqui na Terra.
A maior esperança dos seres humanos que confiam em Deus e em Sua Palavra é um dia serem reintegrados à grande família universal. Que venha logo esse dia!
De: Michelson Borges
A esperança dos cientistas é tanta que, mesmo que não seja encontrado sinal de vida nesse sistema, eles creem que ela pode ter se desenvolvido ou se desenvolverá. “[A Trappist-1] queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais dez trilhões de anos – que é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda.
Os planetas não são observados diretamente, como podem dar a entender as ilustrações publicadas em jornais e revistas. Na verdade, nada se sabe sobre a cor deles e muito pouco sobre sua composição. Eles só são percebidos porque, ao passar pela frente da estrela, acabam escurecendo um pouco sua luz. Como esse bloqueio de luz é cíclico, os astrônomos deduzem que há planetas lá. Com as observações a partir de telescópios no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. E com os dados foi possível calcular o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. Quanto à composição atmosférica (se é que eles têm uma) e a presença de água, isso depende da análise da luz que vem de lá, submetida a espectroscópios.
Uma notícia como essa mostra como o pensamento evolucionista está entranhado em todas as áreas, inclusive na astronomia. Primeiro, os cientistas dão a entender claramente que encontraram planetas capazes de abrigar vida, e que muito provavelmente ela deve estar lá. Mas, se não estiver, ela será capaz de surgir e se desenvolver em algum daqueles planetas. Então deduzem que a estrela do sistema recém-descoberto poderá existir por mais dez trilhões de anos, o que, segundo eles, “é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”. No entanto, sabe-se que nem em zilhões de anos seria possível surgir vida com toda a sua complexidade a partir de matéria não viva. Os biólogos evolucionistas evitam esse assunto, pois sabem que a matemática está contra eles (confira aqui e aqui).
Mesmo aqui, em nosso planeta, com todas as condições favoráveis à vida planejadas minuciosamente, a vida não poderia ter surgido e macroevoluído, sendo esta uma hipótese mais para o campo da metafísica. Se aqui na Terra o modelo evolucionista encontra suas limitações, quando o assunto é origem da informação complexa e específica e da complexidade irredutível, por que acreditar que em planetas que nem podem ser vistos diretamente ela teria surgido e evoluído?
É preciso realmente muita fé para crer nessa história. Mas a vontade de descobrir vida lá fora e provar a teoria da evolução é tanta que a mídia internacional está em festa. Até o Google produziu um de seus famosos doodles para comemorar o feito, como se, finalmente, tivéssemos descoberto o lar dos ETs.
Vida nesses outros planetas
Mas será que é tão fácil assim haver outros planetas como a Terra? O químico da Unicamp e doutor em espectrometria de massas, Marcos Nogueira Eberlin, diz que o que está havendo por aí é a aplicação do chamado “princípio da mediocridade” de Carl Sagan. Ao contemplar a foto do planeta Terra tirada a distância pela Voyager, Sagan disse: “Veja que planeta insignificante em que vivemos, e veja como nós, humanos, somos também insignificantes, pois habitamos um ponto pálido azul [a Terra] perdido na imensidão do Universo.” E assim, de uma só vez, o cientista ateu afirmou que, tanto a Terra quanto os seres humanos, não têm nada de especial, sendo possível que surgissem iguais por todo o lado no universo.
Assim como aconteceu com o aclamado planeta Kepler 186f, apenas duas coisas são realmente factuais: a) os sete planetas têm um diâmetro parecido com o da Terra, e b) orbitam seu sol, bem menor que o nosso, com uma distância apropriada para que a água, se existir, seja líquida. Ponto. O resto é especulação. Com apenas essas similaridades, os sete planetas foram alçados a “irmãos” da Terra.
Segundo o Dr. Eberlin, “para um planeta ser comparado ao nosso e ser chamado de ‘outra Terra’ teria que ter, pelo menos, algumas dezenas das milhares de condições únicas e indispensáveis da nossa Terra que permitem que ela sustente vida”.
Eberlin enumera algumas dessas condições essenciais: 1) a existência de planetas como Júpiter e Saturno para proteger os planetas menores e a suposta vida neles do bombardeiro de asteroides e cometas; 2) a existência de luas como a nossa, com o diâmetro e a massa corretos para criar o movimento de precessão – com o ângulo correto – para formar nos mares planetários, se lá existirem, as marés corretas – e não tsunamis – que viabilizariam a vida nessas “Terras”; 3) a gravidade deve ser finamente ajustada naqueles planetas para que eles possam reter água líquida, mas não “esmagar” a vida; 4) os planetas devem ter, também, uma atmosfera correta, com proporção correta de nitrogênio e oxigênio, e bactérias como a anammox em seus oceanos para agir no ciclo de nitrogênio de lá, e, assim, controlar a correta composição 3:1 de N2 e oxigênio de sua atmosfera; 5) se bombardeados por vento solar, como talvez o sejam, esses planetas devem também ser constituídos da liga perfeita de ferro e níquel, que a nossa Terra “milagrosamente” tem, e as condições de pressão e temperatura de seu interior devem ser corretas para que haja uma esfera sólida de Ni/Fe girando em um manto líquido, criando, assim, um campo magnético finamente ajustado para desviar esse vento, que é mortal; 6) ozônio deve compor também a atmosfera desses planetas, para filtrar os raios ultravioletas; 7) a rotação deve ser bem controlada – não basta girar, precisam girar na velocidade certa – para homogeneizar a temperatura global em algo perto de 19 graus centígrados. E muito mais seria preciso!
“Enfim, são tantas e tantas condições finamente ajustadas e interligadas que a Terra apresenta, que Francis Crick declarou que ‘homens honestos deveriam concluir que o surgimento da vida (e presumo da Terra) foi quase um milagre’”, cita Eberlin, e completa: “Não temos a menor ideia de como o verdadeiro ‘milagre da vida’ ocorreu bem aqui em nosso planeta, o qual habitamos e muito bem investigamos, por séculos, e nada sabemos de como o ‘milagre da Terra’ em que vivemos se viabilizou. Mas, mesmo assim, nessa nossa ignorância, anunciamos sem pudor que vamos encontrar outros planetas como a Terra e com vida dentro. Pode?”
Vida fora do planeta: argumento criacionista?
O astrofísico Eduardo Lütz acrescenta que “temperatura adequada é somente um entre muitos parâmetros necessários para possibilitar a vida como a conhecemos. Se um dia conseguirmos confirmar a existência de vida em outros planetas, aí sim, haverá um grande motivo para comemoração”.
Lütz lembra que existem aqueles que acreditam que a descoberta de vida fora da Terra representaria um golpe fatal no cristianismo em geral e no criacionismo bíblico, em particular. Na verdade, uma descoberta assim seria particularmente interessante e bem-vinda para muitos criacionistas, que percebem na Bíblia várias referências a seres inteligentes que vivem em outras partes do universo.
Vejamos um exemplo: nos primeiros capítulos do livro de Jó, são mencionados eventos nos quais filhos de Deus vinham de diferentes lugares para se reunir diante dEle. Entre eles estava um que se apresentou como vindo da Terra: Satanás. Não que ele fosse nativo da Terra, pois a Bíblia menciona que houve um momento em que ele veio para este planeta. Alguns entendem que esses filhos de Deus eram anjos, mas isso não faz sentido no contexto bíblico, pois é dito desses anjos que eles veem a face do Pai todos os dias. Então não faria sentido para eles precisar de um congresso de vez em quando para fazer isso. Também não poderiam ser humanos, pois a reunião não ocorreu na Terra e humanos não costumam participar de congressos interplanetários.
“Um cenário que faz muito mais sentido é o de que essas pessoas eram representantes de muitos planetas habitados por formas de vida inteligentes. A expressão ‘filhos de Deus’ se aplica a seres fiéis a Deus”, explica o astrofísico.
Resumindo o cenário, esses eventos mencionados nos primeiros capítulos do livro de Jó mencionam, de passagem, congressos interplanetários aos quais teriam comparecido representantes de planetas com formas de vida inteligente e fiéis a Deus. Apenas um dos representantes era rebelde: o da Terra. “Isso nos faz lembrar a parábola das cem ovelhas: apenas uma delas se extraviou, e o Pastor foi atrás para resgatá-la, deixando todas as demais na segurança do aprisco. Essa parábola não faz sentido quando tentamos aplicá-la ao que acontece com as pessoas na Terra, do ponto de vista cristão. Faz muito sentido, porém, se a Terra foi o único planeta a afastar-se do plano de Deus, criando sofrimento e injustiça no processo, conforme a Bíblia explica em tantas partes”, conclui o cientista.
Finalmente, o que podemos dizer da mais recente descoberta da Nasa? Há um bocado de exagero no que a mídia está veiculando, já que os dados não são conclusivos; além disso, conforme você poderá notar neste vídeo, a “onda” em torno dos OVNIs e da busca por formas de vida extraterrestre acaba atendendo a outros interesses; e, de qualquer forma, cristãos criacionistas nunca negaram o fato de que a Bíblia sugere que existam outros mundos habitados, não pelos ETs monstrengos dos filmes, mas por seres criados à imagem de Deus e que não pecaram, como aconteceu aqui na Terra.
A maior esperança dos seres humanos que confiam em Deus e em Sua Palavra é um dia serem reintegrados à grande família universal. Que venha logo esse dia!
De: Michelson Borges
Filme "Até o Ultimo Homem" Hacksaw Ridge, Legendado
Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Abdrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.
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Donald Trump e o futuro do mundo
Os Estados Unidos estão prestes a ter um novo presidente. Apesar de a eleição ainda precisar passar por uma segunda fase no colégio eleitoral, os norte-americanos sinalizam que Donald Trump deve ser empossado no dia 20 de janeiro de 2017 como o 45º presidente da democracia mais expressiva do planeta. Pela primeira vez, uma pessoa que nunca exerceu cargo público nem prestou o serviço militar está prestes ocupar o cargo. A pujança econômica e militar dos EUA fará do bilionário de declarações polêmicas o homem mais poderoso do mundo.
Trump é um magnata que transformou a fortuna herdada do pai em um poderoso império pessoal. Seu nome é uma marca grafada na fachada de centros financeiros. Um apresentador de televisão muito popular, Trump é um comunicador que sabe exprimir, com seu jeito franco de falar, os sentimentos normalmente não declarados de uma população majoritariamente conservadora. Sua vitória pelo partido republicano o faz encarnar um papel de protagonista da história do mundo, e, para surpresa de muitos, também uma figura com importante papel no cumprimento das profecias bíblicas.
O que Donald Trump tem a ver com as profecias? Seu nome não está codificado em nenhuma das páginas milenares da Bíblia, mas uma interpretação bíblica que vem se confirmando revela que a nação que ele deve governar participará no cumprimento de uma das últimas profecias da Bíblia. Essa profecia está em Apocalipse 13.
Neste capítulo há a descrição de duas potências que são inimigas dos adoradores fiéis de Deus. Nos recuados tempos quando o Império Romano governava o mundo, Deus revelou ao apóstolo João, autor do Apocalipse, o surgimento de dois poderes de influência mundial. O primeiro é representado por uma “besta que emerge do mar” (Ap 13:1). Os reformadores protestantes identificaram a “besta do mar”. Para Martinho Lutero, João Calvino e os grandes reformadores protestantes do século 16, todas as descrições proféticas de Apocalipse 13:1-10 aplicam-se perfeitamente ao Império Romano em sua fase papal, ou seja, à hierarquia religiosa mais poderosa do planeta. Seu histórico de intolerância para com as ideias discordantes, evidente em episódios como o da Inquisição, confirma que a Igreja Romana está representada na Bíblia como a primeira besta de Apocalipse 13.
A segunda potência descrita no mesmo capítulo está figurada como “outra besta que emerge da terra” (Ap 13:11). Segundo o relato bíblico, essa “besta” “possuía dois chifres”, parecia “um cordeiro, mas falava como um dragão”. Ela “exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença”. Segundo Vanderlei Dorneles, em seu livro O Último Império, o teólogo puritano Thomas Goodwin sugeriu em 1680 uma importante pista que levou à posterior identificação do símbolo profético. Ele concluiu que a segunda besta de Apocalipse 13 era a “imagem protestante do papado nas igrejas reformadas”.
Mais de um século depois, em 1798 e 1799, Jeremy Belknap e John Bacon, ambos da igreja congregacional, relacionaram os “chifres” da besta apocalíptica aos valores formativos dos Estados Unidos. Bacon defendeu que os dois chifres representavam a “liberdade civil e religiosa na América”. Os Estados Unidos eram independentes havia apenas 23 anos, e a Constituição americana vigorava há uma década.
Mas foi apenas em 1850 que essa interpretação se consolidou. George W. Holt, Hiram S. Case, Tiago White e Hiram Edson analisaram todos os elementos da profecia e concluíram que a segunda besta do Apocalipse é “a república protestante dos Estados Unidos”. No ano seguinte, um jovem de 22 anos chamado John Nevins Andrews destrinchou todas as evidências que apontam ser a nação americana a potência representada em Apocalipse 13:11-18. Com base nisso, ele previu que os Estados Unidos se tornariam um império mundial. Vale lembrar que, quando Andrews escreveu isso, a bandeira americana tinha apenas 31 das 50 estrelas que tem atualmente. Os 31 estados representados na flâmula compunham uma nação rural (apenas 15% da população vivia nas cidades). Ainda dependente da mão de obra escrava, o país com expressão econômica tímida no cenário internacional dava os primeiros passos de uma industrialização tardia em relação à Europa ocidental e tentava se erguer dos resultados da depressão econômica de 1837.
Hoje, é indiscutível a liderança norte-americana no panorama internacional. Isso confirma a interpretação da profecia, que também revela que a “besta da terra” (EUA) levaria as pessoas a se sujeitarem à autoridade da “besta do mar” (Vaticano). Segundo a profecia, a nação americana “faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” e “seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta”.
A autora cristã Ellen G. White escreveu em 1888 que, “a fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela Igreja para realizar os próprios fins” (O Grande Conflito, p. 443).
Em suma, “a imagem da besta” é uma nova versão do que vigorou na Idade Média: o papa mandava no rei, e o rei dava poder ao papa e executava a vontade deste.
Em seu livro Liberdade Americana e Poderio Católico, escrito em 1948, o jurista estadunidense Paul Blanshard previu, após minuciosa análise dos documentos históricos do catolicismo, que este pretendia conquistar poder político nos Estados Unidos. Blanshard alertou que a Igreja Católica, caso não mudasse sua postura, e caso os Estados Unidos não se precavessem contra ela, avançaria rumo ao controle do país e à supressão da liberdade religiosa.
Blanshard escreveu bem antes de 1984, quando os Estados Unidos estabeleceram relações diplomáticas com a Santa Sé. A aproximação entre a maior potência econômica e militar do planeta e a mais pujante hierarquia religiosa do globo deve ser encarada como a concretização de um perigoso cenário profético e apocalíptico. Segundo Ellen G. White, “quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável” (ibid., p. 445).
É provável que a vitória de Donald Trump seja um passo importante na aproximação profética entre o governo dos Estados Unidos e a liderança da Igreja Católica. Ele, que é presbiteriano, assumiu posições conservadoras e nacionalistas. Isso pode levá-lo a promover no governo propostas condizentes com os valores religiosos dos americanos. Provavelmente será um professo defensor da família e dos “bons costumes”, bandeira importante do Partido Republicano, pelo qual se elege presidente. Os bispos católicos e o papa têm especial interesse que as posições morais defendidas pela sua igreja recebam apoio governamental.
Se realmente usar a máquina do estado para promover interesses conservadores, Trump deve se tornar bem aceito entre os católicos do país, que representam pouco mais de um quarto da população, e entre os protestantes, que correspondem a quase metade do país. Ele também tem o apoio manifesto de outros grupos religiosos. Entre os judeus americanos, Trump foi o candidato favorito, principalmente devido às suas posições pró-Israel. Pensar que a convergência entre as grandes religiões mundiais terá o apoio político dos Estados Unidos não é impensável se ele estiver no comando da nação.
Três livros publicados pela Casa Publicadora Brasileira descrevem os pormenores das profecias referentes ao papel que os Estados Unidos desempenham no fim dos tempos. O livro Apocalipse 13: Isso Poderia Realmente Acontecer? apresenta a projeção do cenário social e religioso dos Estados Unidos, segundo as profecias bíblicas. Já a obra O Último Império: A Nova Ordem Mundial e a Contrafação do Reino de Deus revela como as pretensões imperialistas dos Estados Unidos podem levar a nação a impor leis religiosas em outros países. Além desses, o clássico O Grande Conflito reconta de uma perspectiva profética a história mundial e dá impressionantes previsões a respeito do futuro.
O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que antecederão a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas perderão seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11:15).
FERNANDO DIAS é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira
Fonte: http://www.revistaadventista.com.br/blog/2016/11/09/donald-trump-e-o-futuro-do-mundo/
Trump é um magnata que transformou a fortuna herdada do pai em um poderoso império pessoal. Seu nome é uma marca grafada na fachada de centros financeiros. Um apresentador de televisão muito popular, Trump é um comunicador que sabe exprimir, com seu jeito franco de falar, os sentimentos normalmente não declarados de uma população majoritariamente conservadora. Sua vitória pelo partido republicano o faz encarnar um papel de protagonista da história do mundo, e, para surpresa de muitos, também uma figura com importante papel no cumprimento das profecias bíblicas.
O que Donald Trump tem a ver com as profecias? Seu nome não está codificado em nenhuma das páginas milenares da Bíblia, mas uma interpretação bíblica que vem se confirmando revela que a nação que ele deve governar participará no cumprimento de uma das últimas profecias da Bíblia. Essa profecia está em Apocalipse 13.
Neste capítulo há a descrição de duas potências que são inimigas dos adoradores fiéis de Deus. Nos recuados tempos quando o Império Romano governava o mundo, Deus revelou ao apóstolo João, autor do Apocalipse, o surgimento de dois poderes de influência mundial. O primeiro é representado por uma “besta que emerge do mar” (Ap 13:1). Os reformadores protestantes identificaram a “besta do mar”. Para Martinho Lutero, João Calvino e os grandes reformadores protestantes do século 16, todas as descrições proféticas de Apocalipse 13:1-10 aplicam-se perfeitamente ao Império Romano em sua fase papal, ou seja, à hierarquia religiosa mais poderosa do planeta. Seu histórico de intolerância para com as ideias discordantes, evidente em episódios como o da Inquisição, confirma que a Igreja Romana está representada na Bíblia como a primeira besta de Apocalipse 13.
A segunda potência descrita no mesmo capítulo está figurada como “outra besta que emerge da terra” (Ap 13:11). Segundo o relato bíblico, essa “besta” “possuía dois chifres”, parecia “um cordeiro, mas falava como um dragão”. Ela “exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença”. Segundo Vanderlei Dorneles, em seu livro O Último Império, o teólogo puritano Thomas Goodwin sugeriu em 1680 uma importante pista que levou à posterior identificação do símbolo profético. Ele concluiu que a segunda besta de Apocalipse 13 era a “imagem protestante do papado nas igrejas reformadas”.
Mais de um século depois, em 1798 e 1799, Jeremy Belknap e John Bacon, ambos da igreja congregacional, relacionaram os “chifres” da besta apocalíptica aos valores formativos dos Estados Unidos. Bacon defendeu que os dois chifres representavam a “liberdade civil e religiosa na América”. Os Estados Unidos eram independentes havia apenas 23 anos, e a Constituição americana vigorava há uma década.
Mas foi apenas em 1850 que essa interpretação se consolidou. George W. Holt, Hiram S. Case, Tiago White e Hiram Edson analisaram todos os elementos da profecia e concluíram que a segunda besta do Apocalipse é “a república protestante dos Estados Unidos”. No ano seguinte, um jovem de 22 anos chamado John Nevins Andrews destrinchou todas as evidências que apontam ser a nação americana a potência representada em Apocalipse 13:11-18. Com base nisso, ele previu que os Estados Unidos se tornariam um império mundial. Vale lembrar que, quando Andrews escreveu isso, a bandeira americana tinha apenas 31 das 50 estrelas que tem atualmente. Os 31 estados representados na flâmula compunham uma nação rural (apenas 15% da população vivia nas cidades). Ainda dependente da mão de obra escrava, o país com expressão econômica tímida no cenário internacional dava os primeiros passos de uma industrialização tardia em relação à Europa ocidental e tentava se erguer dos resultados da depressão econômica de 1837.
Hoje, é indiscutível a liderança norte-americana no panorama internacional. Isso confirma a interpretação da profecia, que também revela que a “besta da terra” (EUA) levaria as pessoas a se sujeitarem à autoridade da “besta do mar” (Vaticano). Segundo a profecia, a nação americana “faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” e “seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta”.
A autora cristã Ellen G. White escreveu em 1888 que, “a fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela Igreja para realizar os próprios fins” (O Grande Conflito, p. 443).
Em suma, “a imagem da besta” é uma nova versão do que vigorou na Idade Média: o papa mandava no rei, e o rei dava poder ao papa e executava a vontade deste.
Em seu livro Liberdade Americana e Poderio Católico, escrito em 1948, o jurista estadunidense Paul Blanshard previu, após minuciosa análise dos documentos históricos do catolicismo, que este pretendia conquistar poder político nos Estados Unidos. Blanshard alertou que a Igreja Católica, caso não mudasse sua postura, e caso os Estados Unidos não se precavessem contra ela, avançaria rumo ao controle do país e à supressão da liberdade religiosa.
Blanshard escreveu bem antes de 1984, quando os Estados Unidos estabeleceram relações diplomáticas com a Santa Sé. A aproximação entre a maior potência econômica e militar do planeta e a mais pujante hierarquia religiosa do globo deve ser encarada como a concretização de um perigoso cenário profético e apocalíptico. Segundo Ellen G. White, “quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável” (ibid., p. 445).
É provável que a vitória de Donald Trump seja um passo importante na aproximação profética entre o governo dos Estados Unidos e a liderança da Igreja Católica. Ele, que é presbiteriano, assumiu posições conservadoras e nacionalistas. Isso pode levá-lo a promover no governo propostas condizentes com os valores religiosos dos americanos. Provavelmente será um professo defensor da família e dos “bons costumes”, bandeira importante do Partido Republicano, pelo qual se elege presidente. Os bispos católicos e o papa têm especial interesse que as posições morais defendidas pela sua igreja recebam apoio governamental.
Se realmente usar a máquina do estado para promover interesses conservadores, Trump deve se tornar bem aceito entre os católicos do país, que representam pouco mais de um quarto da população, e entre os protestantes, que correspondem a quase metade do país. Ele também tem o apoio manifesto de outros grupos religiosos. Entre os judeus americanos, Trump foi o candidato favorito, principalmente devido às suas posições pró-Israel. Pensar que a convergência entre as grandes religiões mundiais terá o apoio político dos Estados Unidos não é impensável se ele estiver no comando da nação.
Três livros publicados pela Casa Publicadora Brasileira descrevem os pormenores das profecias referentes ao papel que os Estados Unidos desempenham no fim dos tempos. O livro Apocalipse 13: Isso Poderia Realmente Acontecer? apresenta a projeção do cenário social e religioso dos Estados Unidos, segundo as profecias bíblicas. Já a obra O Último Império: A Nova Ordem Mundial e a Contrafação do Reino de Deus revela como as pretensões imperialistas dos Estados Unidos podem levar a nação a impor leis religiosas em outros países. Além desses, o clássico O Grande Conflito reconta de uma perspectiva profética a história mundial e dá impressionantes previsões a respeito do futuro.
O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que antecederão a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas perderão seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11:15).
FERNANDO DIAS é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira
Fonte: http://www.revistaadventista.com.br/blog/2016/11/09/donald-trump-e-o-futuro-do-mundo/
Baixar filme "Como tudo Começou" (Tell the World)

O filme começa com a descoberta do fazendeiro e ex-miliciano Guilherme Miller, interpretado por Bill Lake. Ele conclui, depois de anos de estudo, que Jesus iria voltar no dia 22 de outubro de 1844 e começou a pregar sobre o assunto. Impressionadas e tocadas pela mensagem, milhares de pessoas venderam tudo, confessaram os pecados e passaram a aguardar o acontecimento. Porém, o dia chegou e Jesus não voltou. Veio então o grande desapontamento, e assim, poucos permaneceram fiéis a Deus.
Baixe ao filme completo clicando no link abaixo:
(Qualidade: 1280x720 HD)
https://s3-us-west-2.amazonaws.com/adventist-telltheworld/pt/Movie/720/TTW_MOVIE_PT_720.mp4
O silêncio mortal

Eu a conhecia, mas não a sua história. Atrás do sorriso alegre, das palavras bem articuladas e da simpatia, estava escondido um passado conturbado. A história dela, infelizmente, não é a única. Há tantas outras que também passam despercebidas quando olhamos para os rostos. Podemos ser enganados pelas aparências, mas o fantasma dos traumas está ali na vida dessas pessoas. Quando a luz do quarto se apaga, as vozes da vida se silenciam ou, quando a casa fica vazia, os pensamentos desfocados teimosamente voltam para o passado. Ela está ali. As dores que atormentam insistem em drenar a alegria e vão matando pouco a pouco. Para ser mais dolorido, os traumas do passado são venenos injetado devagar, gota a gota.
Atrás daquele rosto pensamentos dissonantes. Na biografia, uma tentativa de suicídio. Nas suas palavras, um pedido: Pastor, preciso de ajuda! Nesse momento a limitação humana está escancarada. Que frase poderia dizer que a ajudaria? Quais verbos usar? É nesse momento que o humano desaparece e que o divino se torna a única alternativa. Para quem crê ou não. Ele tem a saída. Ele é a solução definitiva. O silêncio é mortal quando o passado atormenta.
O mês de setembro trouxe uma campanha mundial que conscientiza sobre a realidade do suicídio. O slogan diz que falar sobre o tema é a melhor solução. A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos.
Olhando para sua história, um exemplo surgiu claramente em minha mente: José. Visto como um exemplo de fidelidade a Deus, alguém que mesmo nas situações mais extremas que viveu, nunca deixou de lado os seus princípios. É um dos personagens preferidos da Bíblia para muita gente, eu sou um deles.
Além da sua fidelidade, o sofrimento o acompanhou durante muito tempo. José, no Egito, já como governador se casou com uma egípcia de nome Asenate. Anos depois de chegar àquela terra como um escravo vendido pelos seus irmãos, ele ainda guardava os seus traumas e ressentimentos.
A prova disso está no momento que nasceu o seu primeiro filho. José colocou o nome de Manassés – termo hebraico que significa “fazer esquecer”. A Bíblia na Linguagem de Hoje traduz a explicação de José para o nome como: “Deus me fez esquecer de todos os meus sofrimentos…”.
O nome Manassés era um mecanismo de defesa de José. No Egito, ele se afundou no trabalho e suas ocupações lhe exigiam muito tempo. José confundiu esquecimento com cura, que são coisas absolutamente diferentes. Nem tudo o que está esquecido, está curado. Tudo ainda continuava vivo na memória de José!
Aborto emocional
Aborto emocional não significa cura. O aborto emocional é caracterizado quando expulsamos do nosso coração pessoas significativas a nós. A cura é providência divina. Qualquer coisa que não esteja resolvido em sua vida, em qualquer momento isso virá a tona.
Existem pessoas que não se casam, porque vivenciaram coisas horríveis no casamento dos seus pais. Outros que não possuem um bom emprego por medo de se arriscarem, temendo o fracasso e ainda os que não fazem novas amizades, pois temem mais uma vez serem feridos.
A história de José me mostra que é possível ser cheio do Espírito de Deus e ainda estar repleto de problemas no coração. Cura interior é acertar as contas que temos dentro do nosso coração. Perdoando e sendo perdoados de nossas dívidas e pendências. Você não precisa viver atormentado pelo passado, pelas angústias e decepções.
Isso é um princípio: se não soubermos elaborar as nossas dores emocionais e as experiências que nos machucaram, não estaremos prontos para receber de Deus o alívio que Ele pode nos dar.
A cura interior envolve algumas etapas:
Choro e confronto;
Tempo;
Mudança de hábitos e pensamentos;
Submissão ao Senhor;
Reconhecer que quem está em Cristo é nova criatura;
A mulher do começo do artigo está no processo de cura. O caminho é longo, mas não impossível. Confio que Deus pode fazer o mesmo em você, por isso estou lhe escrevendo.
Lembre-se que crendo no Senhor nosso Deus, estaremos seguros (2 Crônicas 20:20).
de: Rafael Rossi
Desenhos animados a serviço da mentira
Está chegando aí mais uma animação A Era do Gelo, desta vez com o título O Big Bang (Collision Course, em inglês). No primeiro filme, a sugestão de evolucionismo é muito evidente, especialmente quando o personagem Sid vê numa caverna de gelo sua “história evolutiva”. Veja a imagem abaixo:
Com sucesso estrondoso, a franquia chega ao seu quinto filme e, no trailer, já se pode ver claramente o deboche em relação ao criacionismo. Diz o narrador: “desde os primórdios dos tempos, queremos saber como o Universo foi criado. Um plano gloriosamente orquestrado ou algo muito, muito mais bobo?” E o filme segue com a “versão boba”, desconsiderando a origem “gloriosa”. Aliás, todo mundo sabe que o Big Bang, evento que dá nome à versão brasileira da produção, é a teoria naturalista para a origem do Universo. Versão que dispensa Deus e se baseia no acaso.
Não é de hoje que as produções hollywoodianas, muitas das quais para crianças, vêm enaltecendo e divulgando o espiritualismo, com a crença na alma imortal, e o evolucionismo, com o consequente e natural desprezo pelo sábado da criação. Essas ideologias compõem as duas principais facetas da grande mentira satânica gestada no Éden e amplificada à enésima potência em nossos dias. Ambas pregam a independência de Deus e uma suposta evolução – espiritual ou biológica – independente de uma divindade superior. No âmago das três mensagens de Apocalipse 14 está a doutrina da justificação pela fé, ou seja, da total dependência humana de Deus. No âmago da mentira satânica estão a independência de Deus (“sereis como Deus”) e as pretensas soluções humanas (“justificação” pelas obras). Qual ideia vem sendo apregoada pela indústria cultural há muito tempo e mais ainda neste tempo? Mas tem outro ponto importante.
Além da doutrinação evolucionista e espiritualista, em todas as produções hollywoodianas o fim do mundo sempre é algo para se temer e evitar, não um evento relacionado ao fim da dor, do sofrimento, da morte, ou seja, a volta de Jesus. É assim em A Era do Gelo 5 e em dezenas e dezenas de filmes apocalípticos. Aliás, a palavra Apocalipse cada vez mais vem sendo associada com algo ruim. Em X-Men Apocalipse, o inimigo dos mutantes e dos seres humanos é um ser todo-poderoso que leva o nome do último livro da Bíblia, e ele é derrotado. Em Batman vs. Superman, Apocalypse também é o nome do inimigo superpoderoso que precisa ser derrotado. Apocalipse sempre parece ser sinônimo de coisa ruim, e pode e deve ser detido.
Só que, na Bíblia, Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, um livro um tanto enigmático, sim, mas que é claro para os que o estudam e tem um desfecho feliz; um ponto final cheio de esperança, afinal, trata da segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do reino eterno de Deus. E não há nada que se possa fazer para deter os planos de Deus, que são de paz para os que os aceitam, não de destruição – a não ser para aqueles que os rejeitam e desprezam a salvação.
Somos imortais, vamos evoluir sempre e o fim do mundo não deve e não vai acontecer. É isso que o inimigo de Deus quer que as pessoas pensem, especialmente as crianças, esta geração em que ele está investindo pesado e que não podemos deixar de lado. A única maneira de enfrentar a mentira é com a verdade, mas precisamos apresentar e viver a verdade de maneira muito mais interessante do que as produções de Hollywood pintam suas ilusões. Quando conhecerem de fato o que Deus tem para elas, as pessoas perceberão como a mentira é sem graça, ainda que tenha sido dourada com efeitos especiais.
De: Michelson Borges
Via: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/michelson-borges/desenhos-animados-servico-da-mentira/

Com sucesso estrondoso, a franquia chega ao seu quinto filme e, no trailer, já se pode ver claramente o deboche em relação ao criacionismo. Diz o narrador: “desde os primórdios dos tempos, queremos saber como o Universo foi criado. Um plano gloriosamente orquestrado ou algo muito, muito mais bobo?” E o filme segue com a “versão boba”, desconsiderando a origem “gloriosa”. Aliás, todo mundo sabe que o Big Bang, evento que dá nome à versão brasileira da produção, é a teoria naturalista para a origem do Universo. Versão que dispensa Deus e se baseia no acaso.
Não é de hoje que as produções hollywoodianas, muitas das quais para crianças, vêm enaltecendo e divulgando o espiritualismo, com a crença na alma imortal, e o evolucionismo, com o consequente e natural desprezo pelo sábado da criação. Essas ideologias compõem as duas principais facetas da grande mentira satânica gestada no Éden e amplificada à enésima potência em nossos dias. Ambas pregam a independência de Deus e uma suposta evolução – espiritual ou biológica – independente de uma divindade superior. No âmago das três mensagens de Apocalipse 14 está a doutrina da justificação pela fé, ou seja, da total dependência humana de Deus. No âmago da mentira satânica estão a independência de Deus (“sereis como Deus”) e as pretensas soluções humanas (“justificação” pelas obras). Qual ideia vem sendo apregoada pela indústria cultural há muito tempo e mais ainda neste tempo? Mas tem outro ponto importante.
Além da doutrinação evolucionista e espiritualista, em todas as produções hollywoodianas o fim do mundo sempre é algo para se temer e evitar, não um evento relacionado ao fim da dor, do sofrimento, da morte, ou seja, a volta de Jesus. É assim em A Era do Gelo 5 e em dezenas e dezenas de filmes apocalípticos. Aliás, a palavra Apocalipse cada vez mais vem sendo associada com algo ruim. Em X-Men Apocalipse, o inimigo dos mutantes e dos seres humanos é um ser todo-poderoso que leva o nome do último livro da Bíblia, e ele é derrotado. Em Batman vs. Superman, Apocalypse também é o nome do inimigo superpoderoso que precisa ser derrotado. Apocalipse sempre parece ser sinônimo de coisa ruim, e pode e deve ser detido.
Só que, na Bíblia, Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, um livro um tanto enigmático, sim, mas que é claro para os que o estudam e tem um desfecho feliz; um ponto final cheio de esperança, afinal, trata da segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do reino eterno de Deus. E não há nada que se possa fazer para deter os planos de Deus, que são de paz para os que os aceitam, não de destruição – a não ser para aqueles que os rejeitam e desprezam a salvação.
Somos imortais, vamos evoluir sempre e o fim do mundo não deve e não vai acontecer. É isso que o inimigo de Deus quer que as pessoas pensem, especialmente as crianças, esta geração em que ele está investindo pesado e que não podemos deixar de lado. A única maneira de enfrentar a mentira é com a verdade, mas precisamos apresentar e viver a verdade de maneira muito mais interessante do que as produções de Hollywood pintam suas ilusões. Quando conhecerem de fato o que Deus tem para elas, as pessoas perceberão como a mentira é sem graça, ainda que tenha sido dourada com efeitos especiais.
De: Michelson Borges
Via: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/michelson-borges/desenhos-animados-servico-da-mentira/
Meu filho é gay. E agora?
Nos últimos anos, muitos adolescentes, jovens e adultos, cristãos e não cristãos, tiveram coragem de se declarar homossexuais. Muitas mudanças ocorreram em nossa sociedade e criaram um contexto propício para que pessoas que até pouco tempo sofriam em silêncio acerca de sua sexualidade. E fez com que pudessem agora se sentir um pouco menos constrangidas em se revelar entre familiares, amigos. E tudo isso publicamente.
Contudo, para pais cristãos este ainda parece ser um assunto extremamente delicado. Há alguns meses, ao falar sobre quando contou a sua mãe acerca da sua bissexualidade, a artista Miley Cyrus declarou que foi difícil para a mãe dela entender. “Ela tinha medo que eu fosse julgada e também não queria que eu fosse para o inferno.” Desconheço as convicções religiosas desta mãe, mas percebo que estes dois receios são comuns a pais cristãos.
Como as pessoas irão tratar meu filho (ou minha filha)? É verdade que, apesar de nossa sociedade estar um pouco mais aberta às relações homoafetivas, ainda existe preconceito, julgamento, e sim, um filho gay poderá encontrar muitas dificuldades em função de sua sexualidade. Contudo, tenho observado que o maior sofrimento de jovens e adolescentes homossexuais é gerado dentro das relações familiares. Como você lida com esse assunto pai, ou mãe, pois a forma como trata seu filho ou sua filha a partir do momento que toma conhecimento acerca de sua sexualidade, pode feri-lo(a) muito mais do que como as pessoas lá fora irão tratá-lo(a).
Meu filho vai se perder espiritualmente? Esta é uma questão teológica, e eu deixarei sua resposta para os teólogos. Entretanto, existe um ponto que me chama a atenção acerca da elaboração desta pergunta. Quantas coisas poderiam levar o seu filho a perder a salvação, queridos pai e mãe, e que você negligencia no dia-a-dia, desde antes mesmo da criança nascer?
Ao ler o livro Orientação da Criança, de autoria da escritora Ellen White, você poderá identificar muitos fatores para as quais pais e mãe fecham os olhos, e que põem em risco a salvação de seus filhos. Ainda que biblicamente os cristãos tenham uma posição contrária às condutas homossexuais, a negligência existente em torno de tantos outros assuntos que biblicamente são relevantes para o destino eterno de nossos filhos me leva a pensar que o assunto da homossexualidade carrega um estigma entre nós cristãos, enquanto outros assuntos são cada vez menos alvo de preocupação. Então eu lhe pergunto: você que tem um filho gay está realmente preocupado com o destino eterno de seu filho ou está usando uma crença religiosa como forma de esconder o seu próprio preconceito? Corro um tremendo risco de ser mal compreendida aqui, e quero deixar bem claro que não estou defendendo nenhuma prática condenada pela Bíblia. A Igreja Adventista, por exemplo, mantém-se firme contra a homossexualidade baseada na Bíblia Sagrada.
Posição adventista sobre a homossexualidade
O que estou fazendo é o contrário. Quero chamar a sua atenção para a existência de outras práticas condenáveis com as quais parecemos não nos importar. Creio piamente que princípios cristãos não existem para velar preconceitos, pois devem reger toda a vida, e não apenas a área da sexualidade. Muitos filhos se sentem vítimas de preconceito por parte dos pais cristãos, porque percebem esta tremenda incoerência que há em tratar com leviandade tantos assuntos importantes e se apegar de forma tão veemente ao assunto da sexualidade. Sabe o que eles aprendem com isso? Que seus pais cristãos são homofóbicos. E queridos, de certa forma, eles têm razão ao deduzir isto quando veem esta incoerência no lar.
E falando em princípios, não poderia deixar de mencionar aquele que é o mais importante de todos – o amor. Um texto bíblico bastante contundente pode ser lido em I João 4:21 onde é dito que “E Dele temos esse mandamento que quem ama a Deus, ame também a seu irmão”. Há outras menções interessantes como essa: “Ser cristão é ser semelhante a Cristo”.(Ellen White, O Lar Adventista, página 427). E Cristo amava as pessoas. Jesus tratava a todos com amor. A melhor forma de lidar com um filho homossexual é o amando. Você não precisa concordar com o que ele faz ou deixa de fazer. Você precisa apenas amá-lo. E como é difícil isso! É muito mais fácil fazer um sermão para o adolescente, usar palavras rudes e trata-lo com preconceito. Mas se você é um cristão, querido pai/mãe, o seu dever é amar. E isso não se aprende lendo um artigo em minha coluna. Isto, você poderá aprender ao ligar-se Àquele que é o próprio amor.
A homossexualidade de seu filho pode ser visível aos homens, mas a falta de amor e os pecados acariciados no lar estão sempre visíveis aos olhos de Deus. E para um cristão, apenas um julgamento de fato importa – aquele que Deus faz!
Karyne Correia
http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/karyne-correia/meu-filho-e-gay-e-agora/
Contudo, para pais cristãos este ainda parece ser um assunto extremamente delicado. Há alguns meses, ao falar sobre quando contou a sua mãe acerca da sua bissexualidade, a artista Miley Cyrus declarou que foi difícil para a mãe dela entender. “Ela tinha medo que eu fosse julgada e também não queria que eu fosse para o inferno.” Desconheço as convicções religiosas desta mãe, mas percebo que estes dois receios são comuns a pais cristãos.
Como as pessoas irão tratar meu filho (ou minha filha)? É verdade que, apesar de nossa sociedade estar um pouco mais aberta às relações homoafetivas, ainda existe preconceito, julgamento, e sim, um filho gay poderá encontrar muitas dificuldades em função de sua sexualidade. Contudo, tenho observado que o maior sofrimento de jovens e adolescentes homossexuais é gerado dentro das relações familiares. Como você lida com esse assunto pai, ou mãe, pois a forma como trata seu filho ou sua filha a partir do momento que toma conhecimento acerca de sua sexualidade, pode feri-lo(a) muito mais do que como as pessoas lá fora irão tratá-lo(a).
Meu filho vai se perder espiritualmente? Esta é uma questão teológica, e eu deixarei sua resposta para os teólogos. Entretanto, existe um ponto que me chama a atenção acerca da elaboração desta pergunta. Quantas coisas poderiam levar o seu filho a perder a salvação, queridos pai e mãe, e que você negligencia no dia-a-dia, desde antes mesmo da criança nascer?
Ao ler o livro Orientação da Criança, de autoria da escritora Ellen White, você poderá identificar muitos fatores para as quais pais e mãe fecham os olhos, e que põem em risco a salvação de seus filhos. Ainda que biblicamente os cristãos tenham uma posição contrária às condutas homossexuais, a negligência existente em torno de tantos outros assuntos que biblicamente são relevantes para o destino eterno de nossos filhos me leva a pensar que o assunto da homossexualidade carrega um estigma entre nós cristãos, enquanto outros assuntos são cada vez menos alvo de preocupação. Então eu lhe pergunto: você que tem um filho gay está realmente preocupado com o destino eterno de seu filho ou está usando uma crença religiosa como forma de esconder o seu próprio preconceito? Corro um tremendo risco de ser mal compreendida aqui, e quero deixar bem claro que não estou defendendo nenhuma prática condenada pela Bíblia. A Igreja Adventista, por exemplo, mantém-se firme contra a homossexualidade baseada na Bíblia Sagrada.
Posição adventista sobre a homossexualidade
O que estou fazendo é o contrário. Quero chamar a sua atenção para a existência de outras práticas condenáveis com as quais parecemos não nos importar. Creio piamente que princípios cristãos não existem para velar preconceitos, pois devem reger toda a vida, e não apenas a área da sexualidade. Muitos filhos se sentem vítimas de preconceito por parte dos pais cristãos, porque percebem esta tremenda incoerência que há em tratar com leviandade tantos assuntos importantes e se apegar de forma tão veemente ao assunto da sexualidade. Sabe o que eles aprendem com isso? Que seus pais cristãos são homofóbicos. E queridos, de certa forma, eles têm razão ao deduzir isto quando veem esta incoerência no lar.
E falando em princípios, não poderia deixar de mencionar aquele que é o mais importante de todos – o amor. Um texto bíblico bastante contundente pode ser lido em I João 4:21 onde é dito que “E Dele temos esse mandamento que quem ama a Deus, ame também a seu irmão”. Há outras menções interessantes como essa: “Ser cristão é ser semelhante a Cristo”.(Ellen White, O Lar Adventista, página 427). E Cristo amava as pessoas. Jesus tratava a todos com amor. A melhor forma de lidar com um filho homossexual é o amando. Você não precisa concordar com o que ele faz ou deixa de fazer. Você precisa apenas amá-lo. E como é difícil isso! É muito mais fácil fazer um sermão para o adolescente, usar palavras rudes e trata-lo com preconceito. Mas se você é um cristão, querido pai/mãe, o seu dever é amar. E isso não se aprende lendo um artigo em minha coluna. Isto, você poderá aprender ao ligar-se Àquele que é o próprio amor.
A homossexualidade de seu filho pode ser visível aos homens, mas a falta de amor e os pecados acariciados no lar estão sempre visíveis aos olhos de Deus. E para um cristão, apenas um julgamento de fato importa – aquele que Deus faz!
Karyne Correia
http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/karyne-correia/meu-filho-e-gay-e-agora/
Spoilers apocalípticos
Quem gosta de saber o final do filme antes de começar?Ninguém! Eu acho…
Tenho um amigo que vai com a minha cara até o momento que a gente fala de filmes e seriados. Porque eu tento – sério! – mas sempre acabo sucumbindo perante a vontade de contar o que sei. E ele? Detesta qualquer dica que estrague a surpresa de assistir algo inédito. Portanto, nossa amizade só dura até o próximo spoiler!
Spoiler?! Ação antipática de contar antes da hora o que deveria se descobrir somente “na hora”. Exemplos: “sabe o mocinho do filme? Pois é, morre eletrocutado no final!” (raiva); “o casal lindo? Hum, ficam juntos não – ela pega câncer e ele Alzheimer…” (mais raiva); “final da temporada? Ele vira Presidente da República” (muita raiva); “quem matou o mordomo? A sogra do jardineiro albino!” (raiva infinita); “o playback do jogo? Ah, o timão perdeu de 3 a 1…” (chega, saia daqui!). Conhece gente assim?
E quando os spoilers passam a exagerar, distorcer ou mesmo inventar? Existem verdadeiros especialistas na arte de antecipar o caos ou profetizar o avesso. São os viralizadores do pânico com seus spoilers apocalípticos.
O impeachment vai engolir o país numa crise pré-golpe militar.
Donald Trump acelerará o decreto dominical.
A Coreia do Norte é o gatilho para a Terceira Guerra Mundial.
Algoritmos são marcas da besta.
O Papa Francisco é o Papa do Fim do Mundo.
Percebe? Se você quiser fama meteórica anuncie algum spoiler sensacionalista que o sucesso tolo será garantido – e passageiro. Por isso tem tanta gente por aí se exibindo com criatividade demais e juízo de menos. Ou você nunca recebeu nos grupos do WhatsApp alguma teoria conspiratória cativando sua atenção por alguns fúteis momentos? A verdade é que o futuro sempre vira um mistério que gostamos de desvendar. E, das datas escatológicas às conjecturas globais, as promessas beirando bizarrices desfilam nas passarelas das expectativas humanas.
Cuidado! Não faça planos que Deus não tenha feito. Nem ouse revelar o que o Roteirista do Universo não revelou. Como humanos, gostamos de cortar a orelha de Malco (João18:10), segurar a Arca para ela não cair (II Samuel 6:6), ou prever que vamos morrer perante o Mar Vermelho (Êxodo 14:11). Isso tudo nos desmascara do quanto somos traiçoeiramente atraídos pela vontade de saber mais do que Deus.
Quer saber do maior de todos os spoilers mentirosos e arrogantes? Uma árvore misteriosa, uma fruta deliciosa, uma serpente hipnotizante e uma mulher curiosa – pronto! – eis a receita da desgraça. Foi só lançar a isca, “é certo que você não morrerá” (Gênesis 3:4), e acrescentar a miragem, “ainda saberá mais que o Altíssimo” (Gênesis 3:5), pro maior atentado terrorista da História acontecer. Dois mil anos depois, mais um spoiler: “façamos uma torre para que outro Dilúvio não nos destrua” (Gênesis 11:4) – e a humanidade rachou num quebra-cabeças de idiomas para nunca mais se juntar. Outros dois milênios depois? Surge o maior traidor, com o nome menos copiado da Bíblia, tentando escrever o final do “seu” filme com 30 moedas de prata. O que Judas fez foi uma tentativa esdrúxula e egoísta de acelerar o “foram felizes para sempre”. Foi tudo diferente: Jesus acabou na cruz, ele se enforcou, e os planos redentores de Deus seguiram seu curso.
Moral da história? Deus sabe o que é melhor do que o seu melhor. Se o Colecionador de Galáxias conhece quantos cílios emolduram seus olhos, não saberá o fim desde o começo? Portanto acredite, confie e fale menos, se preciso for. Esteja certo de que “não há encoberto que não seja revelado, nem oculto que não seja conhecido” (Mateus 10:26), e isso é tudo o que precisamos saber. Ponto final.
Na próxima vez que alguém “viralizar o caos” para você ore mais e compartilhe menos. Espero ansiosamente que sejamos a “última das novas gerações”, mas longe dos futurólogos falsificados com suas próprias imaginações – e se é Jesus Quem nos promete vir “sem demora” (Apocalipse 22:12) acreditemos que tudo ficará bem.
Odailson Fonseca
http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/odailson-fonseca/spoilers-apocalipticos/
O Poder do Clique
Em 2015 circulou a história de uma criança que, sem entender, comprou um carro pela internet enquanto clicava no celular do pai[1]. Lembro ainda de um vídeo comercial que mostrava uma empresa aumentando a impressão de um enciclopédia porque percebeu muitos cliques nos anúncios. Na verdade, era um bebê, sem coordenação motora, que clicava várias vezes no mesmo anúncio[2]. Esses são exemplos interessantes sobre o poder do clique, mas existe um outro que gostaria de comentar agora.No último artigo sugerimos uma forma sistemática para falar ou compartilhar algo sobre Deus na Internet. Chamamos isso de “Dízimos das Redes Sociais”. Agora, gostaria de insistir um pouco mais explicando como seu clique pode levar vida ou morte para as pessoas.
Nos velhos tempos da Internet, um dia criamos uma equipe de evangelismo para o site Advir.com. Uma das experiências que lembro foi uma ocasião quando uma simples frase do livro Caminho a Cristo, “teclada” numa sala de bate-papo, foi uma resposta de Deus para alguem que morava do outro lado do mundo e estava com uma arma engatilhada para cometer o suicídio. Um simples clique no botão que enviou uma mensagem, interrompeu uma tragédia e mudou a história de alguem.
Acho que não podemos imaginar como Deus pode usar nossos cliques ou um toque na tela do smarphone para ajudar outras pessoas. Algo que precisamos fazer é colocar esses recursos nas mãos dEle e permitir que nos use.
Você já sabe que a maioria das redes sociais possuem regras para distribuir um conteúdo. O Facebook, por exemplo, monitora o quanto um post é visto, curtido, comentado e compartilhado. Ele entende que quanto mais interações exisitrem, mais relevante é o conteúdo e então decide distribuir para mais pessoas. Por isso, alguns conteúdos se tornam virais, com milhões de pessoas alcançadas.
Agora imagine: quando você curte, comenta ou compartilha algo sobre Deus, o Facebook vai entregar isso para mais pessoas. Na verdade, você está dando a outros a oportunidade de vida e salvação. Por outro lado, se a gente curte ou passa tempo em algo que não é bom, o algoritmo da rede social também entende que se gostamos disso, outros também vão gostar e ela multiplica o mal para outros. Já pensou na responsabilidade que temos?
Minha sugestão para você é que olhe essa questão seriamente e pelo lado positivo. Idealize quantas pessoas você poderá ajudar hoje com um simples clique. Se você não cria conteúdo, então pode visitar as redes sociais da igreja para curtir e compartilhar coisas que podem ser úteis para os outros. Mas, não é só no Facebook. Você também pode dar um “like” e comentar no Twitter, Instagram, Youtube, etc… e levar esperança para milhares. Seu clique tem muito poder…
Antes de concluir preciso fazer uma confissão e ser honesto com você… na verdade o poder não está no seu clique ou no conteúdo que você compartilha. O poder está em Deus que usará sua ação para falar ao coração de alguem, para sarar uma ferida emocional, para dar conforto a quem perdeu um ente querido, para dar paz a quem está angustiado, para levar esperança quem não vê mais sentido na vida. Em outras palavras… o seu simples gesto de clicar, aliado ao poder divino é que vai levar vida e esperança às multidões conectadas. Faça essa parceria com Deus nas suas redes sociais. Experimente o poder de Deus no seu clique.
“Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…”. Romanos 1:16
[1] http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/crianca-de-2-anos-compra-carro-pela-internet-enquanto-mexia-no-celular-do-pai/?cHash=d60aff5a3692b9a75c9c0d5263d2893d
[2] https://youtu.be/aH41_Dc0yQk
Carlos Magalhães
http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/carlos-magalhaes/o-poder-do-clique/
Uma ligação misteriosa…
Enquanto pensava sobre a mensagem que Deus queria que eu escrevesse para você e para mim, querido leitor, o Senhor começou a montar todas as ideias como um quebra-cabeça na minha mente, e o resultado das mãos de Deus é simplesmente lindo. Acompanhe-me nesta viagem…
Aqui vamos! Um daqueles e-mails spam me chamou a atenção. O título era: “Engano, desculpe-me”. Contava a história de uma igreja cristã nos Estados Unidos, na qual em um sábado à noite o pastor daquela congregação ficou trabalhando lá até mais tarde e decidiu ligar para sua esposa para avisar que ali ficaria por mais tempo. Já era perto das 22h e a esposa não atendeu, embora o pastor tenha tentado várias vezes. Ele pensou que ela estava ocupada e continuou fazendo suas diligências.
Mais tarde, tentou de novo se comunicar com sua esposa, e ela atendeu imediatamente. Ele lhe perguntou por que não havia atendido ao telefone, e ela lhe disse que este nem sequer havia soado. Na segunda-feira seguinte, o pastor recebeu uma ligação em seu escritório vindo do mesmo número para o qual ele havia ligado no sábado à noite. A propósito, era um homem. O indivíduo com quem ele falou queria saber por que o pastor o havia telefonado.
O pastor não entendia o que aquele homem estava dizendo. Então, lhe disse: “Meu telefone tocou, tocou, mas eu não atendi”. O homem acrescentou: “Não se preocupe. Permita-me contar-lhe a minha história. Eu estava planejando me suicidar no sábado à noite. Antes, porém, orei a Deus dizendo: ‘Deus, se Tu existes, estás me escutando e não queres que eu faça isto, dá-me um sinal agora’. Naquele momento, o telefone começou a tocar. E quando olhei a tela do meu telefone, estava escrito: Deus Todo-Poderoso. Não atendi por medo”.
Que história! Sim, eu também fiquei emocionado. Nem sempre sabemos quão perto de nós Deus está e como Ele está disposto a responder às nossas preces, mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida.
Mas, nesta história, que relação a depressão, a tristeza e o desânimo têm com a oração? Ou em que convergem? Há alguns dias, analisando a situação do mundo de hoje, com um grupo de amigos, chegamos à conclusão de que é certo o que mostram as pesquisas científicas sobre a depressão. Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou o mundo de que até 2020 a depressão será a enfermidade mais incapacitante do mundo. O transtorno afeta 120 milhões de pessoas no mundo inteiro. Estima-se que somente no Brasil haja 17 milhões de pessoas com depressão. E cerca de 850 mil morrem, por ano, com essa doença.
Embora seja verdade que a depressão é causada por fatores genéticos, fisiológicos e pessoais, também pode ser causada por fatores ambientais, os quais poderiam ser evitados. Entre os potencializadores da aparição do transtorno encontram-se o estresse, a ansiedade, e a incapacidade de processar problemas nos âmbitos de trabalho e da família. Especialmente se o sujeito se encontra envolvido com álcool, tabaco, drogas, etc., diz o neurologista e neurocientista Facundo Manés.
Retrocedamos um pouco. Você já pensou que na maioria das vezes chegamos a um ponto de tristeza que pode ser confundido com depressão ou que pode chegar ao ponto de querermos dar um Control + Z ou um Delete à vida? É um sentimento doloroso e do qual o inimigo de Deus se aproveita para nos afundar mais naquilo. Porém, como é que chegamos a isso? Uma vez alguém disse que quando deixamos de olhar para as necessidades dos outros passamos à situação de vulneráveis. E viajando mais além, percebemos que quando deixamos de olhar para Cristo, começamos a olhar para nós mesmos e a ver todas as nossas necessidades até que o desprezível EU se apodere de nossa mente e, devido à nossa iniquidade e aos danos que o pecado trouxe em nossa vida, nós nos vemos atolados em desespero, tristeza, depressão, sem saber aonde ir e começamos a pedir a Deus uma série de coisas que, como humanos, cremos que preencherão esse vazio existencial. Solução? Nenhuma. Simplesmente continuaremos cavando o buraco até nos enterrarmos. Trabalho perfeito do próprio Satanás.
Pergunto: Permitiremos que o diabo faça o que quiser com a nossa vida? A única coisa que ele busca fazer é tornar-nos miseráveis.
Aqui há um PARE. Pensemos: E se dedicássemos mais tempo para contemplar a cruz de Cristo, Seu sacrifício por nós, se tão somente passássemos mais tempo em oração e no estudo da Bíblia, em testemunho, não seria muito mais fácil e nos pouparíamos de todo esse trajeto de angústia? Para que criar mais desertos mentais?
Próximo sinal: ABRA CAMINHO. E se em vez de olhar para nós mesmos olhássemos para as necessidades dos outros e para o quanto as outras pessoas sofrem mais que nós? Você não acha que os nossos problemas ou dificuldades seriam reduzidos diante dos nossos olhos?
Percebem? Exato, o segredo de uma vida feliz é deixar o EU de lado, olhar o objetivo diário, que é Cristo, e começar a pensar sobre como ser útil para as pessoas que mais necessitam e que nunca poderiam retribuir o favor. A matemática de Deus é muito diferente da nossa. Se você se sente sozinho, abandonado ou rejeitado, transforme isso em amor e multiplique. O resultado será simplesmente extraordinário. É assim que funciona. Não se sinta culpado (a). Eu também não sabia. Todos nós aprendemos das provas da vida, e é o próprio Senhor que permite que nos demos conta de que Ele nos criou para sermos felizes
Carolyn Azo
A Geração de Adventistas mais Despreparada da História.
Os ateus estão mais inteligentes? Não necessariamente. Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa. Olhe para a cultura em geral: as pessoas fazem perguntas, há uma demanda espiritual, uma admissão à possibilidade de que as velhas respostas da tradição pudessem estar certas. E tradições não faltam, montando barraquinhas na feira-pública da contemporaneidade. Entretanto, nós adventistas não estamos preparados para nos mostrar nesse espaço. Talvez haja demasiada incerteza do produto que temos em mãos e de suas garantias. E, afinal, as barracas vizinhas gritam suas ofertas com tanta convicção!... Como entender o drama? Um exemplo útil: os professores ufanistas acham bom os adolescentes lerem qualquer lixo, porque, oras, o importante é que leiam. Uma hora passaram de Rick Riordan para Machado de Assis. É tão ingênuo como achar que não há problemas em consumir batata frita, porque uma hora, por comê-las, alguém logo passará a se preocupar com uma alimentação realmente nutritiva! Esse tipo de otimismo que se agarra esperançoso no “menos-mal” acompanha os adventistas. Achamos fantástico ver igrejas lotadas por programas de evangelismo dinâmicos. O importante é ver decisões sendo tomadas. Mudança de vida? Deixe para depois! Pelo menos, a pessoa entregou o coração a Jesus – como se o batismo fosse o passo que levasse a uma posterior renúncia de práticas mundanas. Não é. O batismo é, em si, uma declaração radical de renúncia: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo”, assinalou Ellen G. White. [1] Todavia, estamos felizes! Gente com dificuldade de responder desafios intelectuais, de suportar tensões familiares e ser fiel? Menos-mal! Promovemos grandes eventos e a assistência corresponde em massa, sucesso! Porém, as dificuldades com respeito à vivência da fé confirmam a falta de embasamento de pessoas sinceras, falha no processo de discipulado (palavra ressurreta entre nós, mas que ainda precisa ser mais bem estudada). Quando se veem confrontados em sua fé, muitos sucumbem. Ensinaram-lhe que Jesus ama e salva (eterna e maravilhosa verdade); só esqueceram de instruir a raciocinar com base bíblica (a condição necessária para se manter na verdade). Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2] O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto. Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador! Assim, heresias e ceticismo crescem como capim no terreno baldio que é a intelectualidade adventista. A mensagem mediada pelas pregações populares que chega confortável ao coração fica por aquela área mesmo, sem se dar ao trabalho de subir ao cérebro (ironicamente, quando a Bíblia fala de coração, refere-se ao centro da vontade, à mente como um todo, razão e emoção). Quando o povo for instruído a amar a Bíblia e a gastar horas estudando-a, com a mesma paixão com que vai assistir programações que não passam de pura oba-oba gospel, aí as respostas vão surgir. Quando estudar a Bíblia deixar de ser um plano de escritório para ser algo transmitido olho a olho, o Espírito do Senhor falará ao remanescente. O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando! Mesmo quando nos falta o senso de autocrítica – e reagimos com frases de Facebook "não devemos julgar"; "cada um tem a sua opinião" –, Deus trabalha para nos despertar para as coisas essenciais, as quais estavam há muito sepultadas em glamorosos álbuns de fotos dos avós. Acima de tudo isso, a Verdade imperará. Mas um alerta: somente para aqueles que a buscarem com esforço e coragem, amando o Senhor de “todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22:37). Agora, é com você.
[1] A citação completa diz: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saí do meio deles, apartai-vos... e não toqueis nada imundo.’ Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.’ 2 Coríntios 6:17, 18.’” Ellen G. White, Testemunhos Selectos, vol. 2, 389. Também aparece em Idem, Evangelismo, 307.
[2] “Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.” Idem, Conselho sobre Regime Alimentar, 23.
de Pr. Douglas Reis via blog Questão de Confiança
A poucos segundos do fim!
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| A Poucos Segundos o Fim |
Sentada à minha mesa, em uma manhã fria e cinzenta, senti a necessidade de buscar plenamente a presença de Deus em oração. Meu culto pessoal foi insuficiente em um mundo como o que vivemos e com os desafios que enfrentamos diariamente. “Como podemos viver na presença de um Deus santo se somos bombardeados por tanta maldade?”, eu perguntei. Parece como se fôssemos obrigados a ver, ouvir e sentir a maldade na própria carne. Caí de joelhos e supliquei ao Senhor que viesse logo.
Então me lembrei de que desde pequena tenho ouvido que Jesus virá em breve. Até mesmo posso ouvir as pessoas rindo quando ouviam que Jesus viria em breve. Confesso que, algumas vezes, minha fé enfraqueceu e pensei que Jesus não voltaria. Porém, ao estudar a Bíblia, minha fé se fortalece dia a dia. Agora, mais do que nunca, os tempos mudaram e o que parecia impossível acontecer está acontecendo. Louvado seja Deus por isso. Nossa redenção está próxima!
A escritora norte-americana Ellen White advertiu, em 1909, quanto ao que aconteceria no futuro, com base na Bíblia: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.” Beneficência Social, p. 134. Posso afirmar que vivemos nestes tempos e juntos podemos dizer amém, porque tudo o que a Bíblia fala quanto às profecias será cumprido rapidamente de forma extraordinária.
Creio que a maioria notou que nestes últimos anos a profecia de Mateus 24 está ganhando força. Quando parece que já vimos tudo, na verdade ainda não vimos nada. Isso não ocorre com você? Os anos de 2014 e 2015 parecem que estão sendo cruciais no desenvolvimento das profecias de Daniel e Apocalipse. Bem que a Bíblia diz: “quem lê, entenda” (Marcos 13:14).
Apenas alguns exemplos: as mudanças climáticas no mundo todo (Mateus 24:7); a violência no Oriente Médio e sem ir tão longe, em nosso bairro, em nossa cidade ou país (Mateus 24:12); o ecumenismo religioso, poderes que não se imaginava que algum dia se uniriam, está ocorrendo diante de nossos olhos (Apocalipse 13:4, 5). A Bíblia diz: “Se alguém tem ouvidos, ouça” (Apocalipse 13:9). E se você deseja compreender um pouco mais quando falo de poderes mundiais, convido-o a ler todo o capítulo 13 de Apocalipse, em oração, porque agora mais do que nunca nossa redenção está próxima. E como esquecer outro dos maravilhosos sinais: que o evangelho do reino seria pregado no mundo todo? Talvez você esteja pensando que isso é quase impossível, pois a cada segundo nascem milhares de bebês no planeta. Porém, Deus está usando meios extraordinários para chegar aos rincões mais distantes do globo.
Talvez alguns de vocês tenham lido, há alguns meses, uma notícia que fez meu corpo estremecer. Milhares de nossos irmãos muçulmanos e hindus estão recebendo sonhos, onde Jesus conversa com eles e os leva à cruz, mostra Suas mãos com as marcas dos pregos, etc. Porém, devido às constantes ameaças, muitos deles vivem sua fé na clandestinidade ou buscam cristãos e lhes pedem que lhes expliquem a respeito de Jesus.
“Na igreja, se você perguntar quantas pessoas viram a Cristo, cerca de 80% responderão: ‘Eu O vi em um sonho’”, afirma uma das assistentes da igreja secreta em um país da Ásia Central, cuja identidade é protegida por motivos de segurança. Então, resta alguma dúvida de que o fim está próximo? Estou certa de que apenas aqueles que não leem a Palavra de Deus assiduamente poderão passar por alto esses sinais, mas Deus, em Sua misericórdia, segue chamando-os ao arrependimento.
Qual é a nossa tarefa para este tempo?
O lema da Assembleia mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em 2015, que reúne adventistas do mundo inteiro a cada cinco anos, e que será realizada de 2 a 11 de julho, em San Antonio, Texas, Estados Unidos, me inspira a lhes dizer pessoalmente e com confiança: “Levante-se, resplandeça, Jesus virá em breve!” A Bíblia é clara quando diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte.” (Mateus 5:14) E o verso 16 segue dizendo: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
Se não permitirmos que Jesus resplandeça em nós, a cada dia, como pretendemos ser a luz do mundo? Dedique a Deus as primeiras e as últimas horas de seu dia, de forma especial, para que lhe seja possível vencer a tentação. E você viverá todo o dia diante da presença de Deus. Assim os demais verão a que Deus você serve. Vamos, desperte do sono, Jesus breve virá!
“Satanás concebe inumeráveis planos para nos ocupar a mente, para que ela se não detenha no próprio trabalho com que deveremos estar mais bem familiarizados. O arquienganador odeia as grandes verdades que apresentam um sacrifício expiatório e um Todo-poderoso Mediador. Sabe que para ele tudo depende de desviar a mente, de Jesus e de Sua verdade.” (Cuidado de Deus, p. 77)
O Sábado Bíblico
O QUE A BÍBLIA INFORMA SOBRE A GUARDA DO SÁBADO?
1) Porque Deus foi o primeiro ser em todo o universo a guardar o Sábado (Gênesis 2:1-3).2) Porque o sétimo dia da semana é o Sábado (Êxodo 20:10) e não podemos escolher outro dia para dizer que é o Sábado e guardá-lo.
3) Após os seis (6) dias da criação Deus instituiu o Sábado. “Sábado” é palavra de orígem semítica (SABBATH, do Hebraico; SABATU, do assírio; e SABBATON, do grego) significando propriamente “fim” ou “limite de tempo”.Destas palavras se derivou o hebraico (SABATH) com significação de “terminar, cessar, descanso”.
4) Deus fez três coisas com o Sábado, o sétimo dia: (conferir Gênesis 2:1-3)
a) Descansou
b) Abençoou
c) Santificou
5) O maná no deserto mostra a santidade do Sábado para o povo de Deus (Exo 16:23…)
6) É um memorial eterno entre Deus e seu povo (Exo 31:12, 13).
7) O Sábado era guardado nos dias de Neemias (Neemias 9:14; 10:31; 13:15-21).
A LEI DE DEUS DEVE SER OBSERVADA HOJE?
Resposta: sim. Por quê?
a) É dever do todo homem (Eclesiastes 12:13)
b) É perfeita, não precisa ser melhorada (Salmo 19:7, 8)
c) Foi escrita pelo dedo de Deus (Exo 31:18)
d) Cristo a apresentou como condição para a vida eterna (Mateus 19:17)
e) A lei tem natureza espiritual (Rom 7:14)
f) Será salvo aquele que faz a vontade de Deus (Mateus 7:21)
g) Não deve ser violada, mas ensinada (Mateus 5:19)
h) Transgredir a lei é cair em pecado (I João 3:4)
i) A lei nos mostra o conhecimento do pecado (Rom 3:20)
j) A lei nos conduz a Cristo (Gálatas 3:24)
k) Se quebrarmos um (1) mandamento, quebramos toda a lei (10)…(Tiago 2:10-12)
LOGO, O SÁBADO, QUE É O QUARTO MANDAMENTO DA SANTA LEI DE DEUS (Exodo 20:8-11) DEVE SER GUARDADO POR TODOS OS CRENTES EM JESUS; E ISTO NÃO É LEGALISMO, POIS A OBSERVÂNCIA DA LEI DE DEUS DEVE SER FRUTO DE NOSSA SALVAÇÃO, POIS SÓ QUEM É SALVO EM JESUS PODE GUARDAR SUA LEI.
Há na palavra de Deus, dois tipos de sábados. E esta é a razão de muitas confusões que existem no meio evangélico sobre o Sábado. Vejamos:
A) Sábado (7º dia da semana) memorial eterno entre Deus e Seu povo.(Exodo 31:12, 13).
B) Sábado (cerimonial) temporário que vigoraria até Jesus Cristo (Colossenses 2:14; Efésios 2:15).
“Lei dos mandamentos que consistia em ordenanças” que ordenanças eram estas?
a) Lei dos holocaustos (Levítico 6:8-13)
b) Lei da oferta de alimentos (Levítico 6:14-18)
c) Lei da expiação da culpa (Lev. 7:1)
d) Leis acerca da praga e da lepra (Lev. 13:1)
e) Festa anual das expiações (Lev. 16:29)
f) Festa da páscoa (Lev. 23:4)
g) Festa dos pães asmos (Exo 23:15)
h) Festa das trombetas (Num 29:1)
i) Castigos por desobediência (Deut. 28:15)
j) Festa das primícias (Lev. 23:9)
k) Ano sabático (Lev. 25:1)
l) Entre outras
Estas leis cerimoniais foram ditadas por Moisés (Lev. 1:1-3) e escritas em um livro (II Cron 35:12) Postas ao lado da arca da aliança onde estavam os dez mandamentos (Deut. 31:24-26). Estas leis cerimoniais nada aperfeiçoaram (Hebreus 7:19); foram cravadas na cruz (Colossenses 2:14); e ab-rogadas por Jesus (Efésios 2:15)
E o decálago, os dez mandamentos, foram abolidos?
Resposta: Não. Leia:
a) Mateus 5:17, 18.
b) Salmo 111:7, 8.
c) João 15:10; 14:15.
d) I João 2:6
e) Romanos 2:13; 3:31; 7:12.
f) Apocalipse 14:12
g) Será a norma do juizo no dia de julgamento (Tiago 2:12; Eclesiastes 12:13,14)
O Sábado é apresentado no Novo Testamento?
Resposta: sim. Leia:
a) Jesus guardava o Sábado (Lucas 4:16, 31; Marcos 1:21)
b) Sua mãe e outras piedosas mulheres guardavam o Sábado (Lucas 23:54-56; Marcos 16:1, 2)
c) O apóstolo Paulo guardava o Sábado (Atos 17:2, 18:4)
d) O jovem rico deveria guardar o Sábado se quissesse ser salvo (Mateus 19;17)
e) Não adianta guardarmos nove (9) mandamentos e nos esquecermos do Sábado (Tiago 2:10-12)
Jesus alguma vez quebrou o Sábado?
Em suas controvérsias com os judeus, oito (8) episódios ocorreram com relação ao Sábado:
1. Os discípulos colhendo espigas (Mateus 12:1-8)
2. Curou um homem da mão ressequida (Mateus 12:9-15)
3. Curou um homem de espírito imundo (Marcos 1:21-28)
4. Curou uma mulher enferma a dezoito anos (Lucas 13:10-17)
5. Curou um homem hidrópico (Lucas 14:1-6)
6. Curou um enfermo no tanque de Betesda (João 5:1-15)
7. Curou um cego fazendo lodo no chão (João 9:1-14)
8. Enfrentou o problema da circuncisão (João 7:22-24)
Não há nestas passagens nenhum indício de que Jesus estava questionando a autoridade de um dia de descanso, mas sim, meramente, o uso certo deste dia.
Em todas estas oito ocasiões Jesus entrou em atrito com os judeus por causa do Sábado. Os judeus eram extremamente rigorosos e legalistas com relação ao Sábado. Existia mais de 600 leis sobre o que se deveria ou não fazer no Sábado. Andar mais de uma jornada, cuspir no chão, pegar qualquer peso, apanhar espigas, curar; para os judeus, tudo isto era pecado, se feito no Sábado. (na concepção judáica), mas não para Jesus que veio mostrar o verdadeiro sentido do Sábado, que a nação judáica havia perdido.
Jesus alguma vez quebrou o Sábado?
Resposta: Claro que não. Houvesse Jesus quebrado algum mandamento, e não poderia ser o nosso salvador, ainda que acusado disto (João 5:18). Jesus provocou estas discussões com os judeus para que eles pudessem entender o verdadeiro sentido do Sábado. Vejamos o pensamento de Jesus sobre o Sábado:
a) O Sábado foi feito por causa do homem (Marcos 2:27)
b) Ele (Jesus) é o senhor (dono, proprietário) do Sábado (Marcos 2:28) você não Tem o direito de colocar a mão no que não é seu. Assim como o dízimo, o Sábado é sagrado a Deus.
c) É lícito se fazer o bem aos sábados (Marcos 3:4). Porque acusar Jesus de desrespeitar o mandamento, quando Ele só fazia o bem???
d) Ë o dia de se cultuar a Deus (Lucas 4:16,31). Será que o nosso dia de ir a igreja é melhor do que o de Jesus???
e) É dia de se fazer trabalhos espirituais (João 5:16,17)
f) Deve ser um dia de deleite para todos nós (Isaías 58:13,14).
Por todos estes textos, podemos comprovar a obrigatoriedade do Sábado, assim como os outros nove mandamentos da lei de Deus. Até quando existiram pessoas que ensinem os nove mandamentos e sem a concessão de Jesus e da bíblia, excluem o Sábado? Para todo aquele que prega além daquilo que esta revelado, segue a advertência (Apoc. 22:18,19).
10 MANDAMENTOS NO NOVO TESTAMENTO
1 Não terás outros deuses diante de mim Atos 15:20; 17:22,28,292 Não Farás para ti imagens de escultura I Tessalonicenses 1:9
3 Não tomarás o nome do Senhor Teu Deus em vão Mateus 5:33-37
4 Lembra-te do dia de sábado para o santificar Hebreus 4:4-6
5 Honra teu pai e tua mãe Efésios 6:1
6 Não Matarás Mateus 5:21,22
7 Não adulterarás Mateus 5:27
8 Não Furtarás Romanos 13:9
9 Não dirás Falso testemunho Marcos 10:19
10 Não cobiçaras Romanos 7:7
Todos os textos do sábado na Bíblia
Velho Testamento (57)
Exo16:23
16:25
16:26
16:29
20:8
20:10
20:11
31:14
31:15
31:16
35:2
35:3
Lev
16:31
23:3
23:12
23:15
23:17
23:32
24:8
25:2
25:4
Num
15:32
28:9
28:10
Deut
5:12
5:14
5:15
2 Reis
4:23
11:5
11:7
11:9
16:18
2 Cronicas
23:4
23:8
Neemias
9:14
10:31
13:15
13:16
13:17
13:18
13:19
13:21
13:22
Salmos
92:1
Isaías
56:2
56:6
58:13
66:23
Jeremias
17:21
17:22
17:24
17:27
Lamentações
2:6
Ezequiel
46:1
46:4
46:12
Amós
8:5
Novo Testamento (46)
Mateus12:1
12:2
12:5
12:8
12:10
12:11
24:20
28:1
Marcos
1:21
2:23
2:27
2:28
3:2
6:2
15:42
16:1
Lucas
4:16
4:31
6:1
6:5
6:6
6:7
6:9
13:10
13:14
13:15
13:16
14:1
14:3
14:5
23:54
23:56
João
5:9
5:10
5:16
5:18
7:22
7:23
9:14
9:16
19:31
Atos
1:12
13:14
13:42
13:44
16:13
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